O prefeito da Manaus, Arthur Neto, anunciou, na manhã desta sexta-feira (18), uma série de medidas que visam frear o crescimento dos registros de novos casos de Covid-19 na capital. Entre as estratégias adotadas estão: novo decreto de situação de emergência, intensificação das fiscalizações da Vigilância Sanitária Municipal, fechamento da praia da Ponta Negra e inclusão de 7 novas Unidades Básicas de Saúde para o atendimento preferencial a casos suspeitos. Com isso, o número de UBSs preferenciais para a doença passa de 11 para 18.
Além disso, também faz parte da estratégia da prefeitura de Manaus, a contratação de seis novos agentes indígenas de saúde, que vão atuar no atendimento às comunidades indígenas urbanas e Unidades Básicas de Saúde Fluviais.
De acordo com os números da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Manaus apresentou, em setembro, um leve aumento no número de casos confirmados. Entre os dias 1º e 17 de deste mês, foram registrados 4.158 novos casos de Covid-19. No mesmo período de agosto, no entanto, foram 3.971 casos.
“Peguem pesados nas multas”
Durante seu pronunciamento, o chefe do executivo municipal se dirigiu diretamente à equipe de fiscalização da Visa Manaus, que estava presente no evento, e fez um pedido.
“Quero pedir ao pessoal da Vigilância que carreguem pesado nas multas. Deem multas mais altas para restaurantes, estabelecimentos comerciais e a quem quer que seja que transgrida as determinações que estamos dando. Temos que fazer valer esta autoridade”, falou Arthur.
Ainda sobre os frequentes casos de aglomerações em festas, balneários e raves, o prefeito de Manaus disse que espera contar com a ajuda do Governo do Estado na fiscalização destes eventos ilegais. “O ideal é que nós pudéssemos contar com a ajuda do Governo do Estado na repressão”, pediu.
Boi Manaus e Reveillon cancelados
Na última quarta-feira (16), a prefeitura de Manaus já havia anunciado o cancelamento das comemorações do aniversário de 351 anos de Manaus, comemorado com o tradicional Boi Manaus, e do Reveillon na Ponta Negra.
Ambos os eventos deverão ser realizados de forma simbólica. O formato das festas deve ser anunciado pelo prefeito nas próximas semanas.
“Não poderá ser aquele aglomerado de 400 mil pessoas, que nós costumávamos colocar na Ponta Negra. O cenário é diferente. Seria criminoso reunir tantas pessoas e depois termos centenas, dezenas, milhares de casos de Covid-19. Seria um complicador nas nossas vidas”, disse Arthur na ocasião.
Reportagem: Lucas Raposo