Em uma polêmica postagem em suas redes sociais, o deputado estadual Josué Neto (PRTB) recomenda o tratamento para Covid-19 ministrado pelos profissionais da Samel. O fato de que Josué declarou apoio a David Almeida (Avante) e que o papel exercido pela Samel no combate à Covid-19 em Manaus pode ser um dos trunfos de campanha de Ricardo Nicolau (PSD) é o de menos. O que mais chamou atenção e causou polêmica foi que o presidente da Aleam disponibilizou seu número de whatsapp para repassar cópia de sua receita, incentivando a automedicação. Josué alega que “temos que fazer a nossa parte” na postagem. Ao que tudo indica, o deputado acredita que disseminar receitas está entre as suas atribuições.
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AUTOMEDICAÇÃO
É verdade que Josué recomenda que o internauta procure um médico. Mas, nos comentários, há pedidos para que ele envie sua receita, respondidos pelo deputado com outro pedido: que a pessoa envie mensagem para seu número de whatsapp. Alguém duvida que quem recebeu a receita de sucesso contra a Covid, elaborada pelos profissionais da Samel e elogiada por Josué, vai seguir a receita sem consultar um médico? A prática da automedicação e da medicação por sugestão de leigos é corrente entre os brasileiros. Não cabe a um parlamentar, contudo, incentivá-la nas redes sociais.
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TOMÓGRAFO
Depois da reclamação de que o tomógrafo doado à Prefeitura de Manaus estava abandonado no antigo hospital de campanha municipal, o vereador Isaac Tayah (DC) afirmou que a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) está fazendo um levantamento para realocar o equipamento para alguma UBS que disponha de uma sala específica para a funcionalidade do aparelho.
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MANAUSMED
O assunto Manausmed, que foi o principal tema da segunda-feira (21) na Câmara, voltou a ser discutido na Casa Parlamentar nesta quarta-feira (23). Dessa vez, o vereador Raulzinho (PSDB) saiu em defesa da reorganização do sistema, como melhoria, e apresentou valores repassados aos atuais hospitais credenciados ao órgão. De acordo com ele, ao longo dos oito anos, o grupo Samel teria recebido R$ 129 milhões, o Check-UP recebeu R$ 61 milhões, Hospital do Coração R$ 27 milhões e a Beneficente Portuguesa, R$ 12 milhões.
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‘SERVIÇOS PRESTADOS À SOCIEDADE’
A informação foi logo criticada pelo vereador Bessa (Solidariedade), cujo partido está apoiando a candidatura de Ricardo Nicolau (PSD). A família Nicolau é proprietária do Grupo Samel e se uniu à Prefeitura de Manaus no combate à Covid-19, administrando o Hospital de Campanha Gilberto Novaes, junto ao Instituto Transire. Vale lembrar que os repasses citados pelo vereador Raulzinho dizem respeito a serviços prestados à Manausmed. “Esses R$ 129 milhões são pagamentos de serviços prestados para a sociedade”, defendeu Bessa.
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IDÊNTICOS
Candidato do partido Democracia Cristã (DC), o vereador Chico Preto, alfinetou os ex-prefeitos, e também candidatos, Alfredo Nascimento (PL) e Amazonino Mendes (Podemos). Ao ser perguntado por um seguidor, na caixinha de perguntas do Instagram, sobre “qual a diferença entre Alfredo e Amazonino” o vereador se limitou a responder “uns 12 anos”, dando a entender que, além da idade, não há diferenças entre os candidatos na atuação política.
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INCÊNDIOS
O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) rechaçou um trecho do discurso do presidente da República na ONU, onde Jair Bolsonaro (sem partido) afirma que os incêndios que acontecem no leste da floresta são ocasionados pelo caboclo e pelo índio que buscam sobrevivência. Durante pequeno expediente, o parlamentar afirmou que quem “coloca fogo na floresta para expandir o agronegócio e os campos de plantio de comida para o gado é o agronegócio irresponsável”.
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PCDS
Em alusão à semana em que se homenageia as Pessoas com Deficiência (PcDs), Serafim Corrêa também fez um apelo aos candidatos à Prefeitura de Manaus para que incluam o tema nos debates. O parlamentar lembrou que em 2007, enquanto prefeito de Manaus, inaugurou o Centro Municipal de Educação Especial André Vidal de Araújo, única escola da capital voltada para PcDs.
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COMENTÁRIO INFELIZ
O discurso do presidente Jair Bolsonaro na ONU também reverberou na CMM, reduto reconhecidamente bolsonarista. Os vereadores Elói Abreu (PMN) e Elias Emanuel (PSDB) criticaram o pronunciamento do presidente, que culpou índios e caboclos pelas queimadas na floresta amazônica. Elói parabenizou o presidente pelo seu discurso, mas disse que o comentário foi infeliz. “Ele foi infeliz quando disse que a culpa das queimadas é dos índios e caboclos. Em nenhum momento citou os fazendeiros daquela região”, declarou.
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MAGOOU
Já Elias Emanuel foi mais crítico e disse ter se sentido ofendido. “Não posso deixar de me sentir ofendido quando o presidente afirma que a culpa das queimadas é dos índios e caboclos. Não adianta dizer que tem postura de combate às queimadas, se não apresenta dados estatísticos. O maior inimigo do Amazonas é a falta de informação”, discursou.