quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Região Norte teve o melhor desempenho do setor imobiliário

No 1º trimestre de 2023, a Região Norte foi à única que fechou o período em ascensão, 6,1% nas vendas de imóveis.
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A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentou os indicadores do mercado imobiliário nacional, nesta segunda-feira (29). O levantamento realizado com 207 empresas do setor mostrou que dentre as cinco regiões brasileiras, a Norte foi a que obteve melhor desempenho. Fechando o período com percentuais positivos.

No 1º trimestre de 2023 em relação ao 1º trimestre de 2022, a Região Norte foi à única que fechou o período em ascensão, 6,1% nas vendas de imóveis. As demais, Nordeste, -6,3%; Centro-Oeste, -26,6%; Sudeste, -3% e Sul, -20,7% fecharam com desempenho inferior.

A CBIC atribuiu o expressivo potencial do setor imobiliário da região Norte à grande demanda do mercado. Em menor escala, o mesmo ocorreu na região Nordeste, apesar da queda no número de lançamentos, em nível nacional que chegou a 30,2%.

“São regiões (Norte e Nordeste) onde tivemos, no último trimestre do ano passado, um grande número de lançamentos. O que mostra que nessas regiões as vendas estão ocorrendo numa velocidade, relativamente, melhor do que do ano passado em função dos lançamentos que tivemos no final do ano”, destacou o vice-presidente da CBIC, Celso Petrucci.

O Amazonas, que viveu o boom da construção civil entre 2012 e 2014, quando empreendimentos inteiros eram vendidos em poucos dias, embora esteja num patamar diferenciado em relação aos demais estados, encontra-se numa fase de cautela.

“80% do mercado imobiliário amazonense está direcionado para o Minha Casa Minha Vida. Os lançamentos continuam atendendo o momento atual, mas nós temos um alto déficit habitacional. Vive-se um momento delicado devido ao endividamento da população e dificuldade de acesso às linhas de financiamento. Espera-se que o Governo Federal defina as regras para o Minha Casa Minha Vida o mais rápido possível, na expectativa de termos recursos para promover novos lançamentos. Há uma preocupação do setor de que o retardamento dessas medidas inviabilizem os lançamentos assim como novas contratações”, pontuou Frank Souza, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM).

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