A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentou os indicadores do mercado imobiliário nacional, nesta segunda-feira (29). O levantamento realizado com 207 empresas do setor mostrou que dentre as cinco regiões brasileiras, a Norte foi a que obteve melhor desempenho. Fechando o período com percentuais positivos.
No 1º trimestre de 2023 em relação ao 1º trimestre de 2022, a Região Norte foi à única que fechou o período em ascensão, 6,1% nas vendas de imóveis. As demais, Nordeste, -6,3%; Centro-Oeste, -26,6%; Sudeste, -3% e Sul, -20,7% fecharam com desempenho inferior.
A CBIC atribuiu o expressivo potencial do setor imobiliário da região Norte à grande demanda do mercado. Em menor escala, o mesmo ocorreu na região Nordeste, apesar da queda no número de lançamentos, em nível nacional que chegou a 30,2%.
“São regiões (Norte e Nordeste) onde tivemos, no último trimestre do ano passado, um grande número de lançamentos. O que mostra que nessas regiões as vendas estão ocorrendo numa velocidade, relativamente, melhor do que do ano passado em função dos lançamentos que tivemos no final do ano”, destacou o vice-presidente da CBIC, Celso Petrucci.
O Amazonas, que viveu o boom da construção civil entre 2012 e 2014, quando empreendimentos inteiros eram vendidos em poucos dias, embora esteja num patamar diferenciado em relação aos demais estados, encontra-se numa fase de cautela.
“80% do mercado imobiliário amazonense está direcionado para o Minha Casa Minha Vida. Os lançamentos continuam atendendo o momento atual, mas nós temos um alto déficit habitacional. Vive-se um momento delicado devido ao endividamento da população e dificuldade de acesso às linhas de financiamento. Espera-se que o Governo Federal defina as regras para o Minha Casa Minha Vida o mais rápido possível, na expectativa de termos recursos para promover novos lançamentos. Há uma preocupação do setor de que o retardamento dessas medidas inviabilizem os lançamentos assim como novas contratações”, pontuou Frank Souza, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM).
Leia Mais:
- “Pouco crédito e falta de subsídios travam mercado imobiliário”, diz Ademi
- “Pouco crédito, juros altos e falta de subsídio travam mercado imobiliário”
- Com menos de R$ 20, é possível investir em fundos imobiliários
Leia Mais: