quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Redução de atividades econômicas afeta balança comercial do Amazonas

Em maio, a participação do Amazonas na Corrente de Comércio do Brasil alcançou 2,43%. Municípios do interior se destacaram nas importações e exportações.
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Exportações brasileiras de ferro, aço e alumínio sofrem efeitos das tarifas de Trump.
(Foto: divulgação)

A Balança Comercial do Amazonas foi afetada pela redução das atividades econômicas no Polo Industrial de Manaus (PIM), no mês de maio, demonstrada pela queda nas importações. Como resultado do efeito da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Importações

As importações do Amazonas, em maio, registraram cifras de US$ 708,79 milhões, o equivalente a 5,29% de participação nas importações do Brasil, de acordo com estudos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

A diminuição das atividades das indústrias do parque fabril de Manaus afetou as importações, portanto sua quantidade reduziu em cerca de 21,36% na comparação com o mesmo período de 2019, mas apresentando um aumento de 3,28% em relação ao mês de abril de 2020.

A China se manteve como principal origem das importações do Amazonas, com o valor de US$ 310,16 milhões, ou seja 43,73% de participação. Os Estados Unidos ocupam a segunda posição, com o valor de US$ 75,94 milhões, o equivalente a 10,72% do total.

O principal item importado da China foi ‘outras partes para aparelhos de radiodifusão e gravação’ (28,50% dos produtos importados desse país), enquanto dos Estados Unidos destacam-se os ‘óleos de petróleo’, equivalente a 51,99% das transações oriundas daquele país.

Exportações

As exportações cresceram, em maio, na comparação com abril de 2020 (16,42%). Os valores exportados alcançaram US$ 52,48 milhões, devido principalmente ao aumento das vendas de ouro e óleo de soja.

Em maio, os principais destinos foram Venezuela e Estados Unidos, equivalentes a 42,57% das exportações. O principal produto exportado para a Venezuela foi óleo de soja (US$ 5.386.618,00), representando 30,96% das exportações para aquele país. Para os Estados Unidos, o principal produto exportado foi ouro (US$ 1.996.142,00), o que representou 40,36% das exportações para este país.

O saldo negativo nas transações comerciais, em maio, diminuiu 22,67% na comparação com maio de 2019 e teve aumento de 2,36% em relação ao mês de abril de 2020. Isso foi motivado pela redução das importações e das exportações.

Em maio, a participação do Amazonas na Corrente de Comércio do Brasil alcançou 2,43%. A Corrente de Comércio do Estado do Amazonas (soma das importações com as exportações) totalizou US$ 761,27 milhões.

Municípios

Quanto aos municípios do interior, em maio de 2020, Presidente Figueiredo foi o maior exportador (US$ 1,54 milhões), e o principal destino foi a China, sendo o ‘ferro-ligas’ o principal produto.

O segundo município que mais exportou foi Itacoatiara (US$ 1,42 milhões) e teve como principal destino a Holanda, sendo ‘madeira serrada’ o principal produto exportado.

Nas importações, Silves se destacou como maior importador (US$ 5,16 milhões), tendo a Alemanha como maior parceiro comercial e os ‘grupos electrogéneos’ lideraram a lista de importados. Nova Olinda do Norte ficou em segundo lugar, com o valor de suas importações em US$ 4,83 milhões. No caso deste município, a Finlândia foi o principal local de origem de suas importações e os ‘grupos electrogéneos’ compreenderam o principal produto adquirido.

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