A CPI da Saúde encerrou as atividades sem ter o pedido de prorrogação avaliado pelos parlamentares da Assembleia Legislativa. A discussão em torno requerimento que solicitava mais 60 dias para a continuidade dos trabalhos da Comissão foi adiada quatro vezes pela falta da quantidade mínima de 13 deputados presentes em sessão para avaliar o pedido. O prazo para a votação do requerimento encerrou na terça-feira (29), data em que se contabilizou 120 dias de investigação, o que impossibilitou a discussão acerca do requerimento.
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TÁ EXPLICADO!
A CPI, aliás, foi criada para uma finalidade que não cumpriu. Deveria investigar a administração da Saúde no Estado desde 2011. Preferiu se ater a ataques à atual administração do Executivo estadual, o que fez surgirem suspeitas de que estava sendo direcionada pelo grupo político de Amazonino Mendes (Podemos). Por fim, o deputado Wilker Barreto, um dos mais ativos membros da CPI, foi escolhido candidato a vice na chapa de Amazonino à Prefeitura de Manaus. “Tá explicado”.
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RELATÓRIO APRESENTADO
O presidente da CPI, Delegado Péricles (PSL) se adiantou e no mesmo dia do encerramento dos trabalhos, apresentou um relatório de 205 páginas, onde consta o que foi levantado da Comissão que ouviu 41 testemunhas, emitiu 103 requerimentos e realizou cinco inspeções. Como resultado, a CPI sugeriu o indiciamento de 50 nomes, incluindo pessoas físicas e jurídicas, a órgãos de controle como TCE, MPAM e CGU.
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UMA CONSTANTE
A questão do quórum para votação, aliás, tem se tornado uma constante na Aleam. Nesta quarta-feira (30), mais uma vez, a sessão foi encerrada por falta de quórum. Estava previsto que fossem votadas 18 matérias. A votação, contudo, não chegou a ser realizada. A razão foi a mesma que fez que a sessão da terça-feira (29) durasse 12 minutos: número insuficiente de deputados presentes à sessão.
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CALOTE NO IMPOSTO
Em uma postagem bem-humorada em suas redes sociais, o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) sugeriu ao candidato do partido Democrata à presidência do Estados Unidos, Joe Biden, que levasse ao debate o guia de imposto do candidato à reeleição Republicano, Donald Trump, e mostrasse ao povo o débito. “Comigo deu certo! Rsrs Quem lembra?”, brincou Serafim.
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DEU CERTO
“Sarafa” estava se referindo ao ano de 2004, quando apresentou, em um debate de candidatos à Prefeitura de Manaus, comprovantes de que Amazonino Mendes (Podemos), também candidato à época, não havia pago o IPTU de uma de suas casas. Naquele ano, Serafim derrotou Amazonino nas urnas e se tornou prefeito de Manaus. Recentemente, o jornal americano “The New York Times” acusou o presidente Donald Trump de não pagar imposto de renda por 10 anos. Daí a sugestão de Serafim.
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CANDIDATO DOS EMPRESÁRIOS
Após o almoço promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), onde o candidato a prefeito do partido Novo, Romero Reis, foi sabatinado por associações e entidades do setor privado, vários empresários e lojistas demonstraram apreço pelo candidato, com palavras de apoio e fazendo fotos ao lado de Romero.
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FAVORITISMO
Durante os questionamentos, tanto o vice-presidente da CDL-Manaus, Ezra Azury, quanto o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, deixaram a imparcialidade de lado e disseram que o candidato do Novo apresentou propostas que se afinam com os interesses deles e do setor privado.
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VAGABUNDOS
Enquanto falava sobre as políticas habitacionais, Romero Reis se posicionou contrário à ocupação irregular de terras e disse que, se houver invasão de propriedades, em uma possível vitória, as pessoas vão ser retiradas das localidades. O candidato também afirmou que grande parte das pessoas que passaram pela gestão pública são “vagabundos”.
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KLINGER ARAÚJO
Após a repercussão comovida de vários políticos sobre a morte do cantor Klinger Araújo, os vereadores da Câmara Municipal de Manaus também se manifestaram e lamentaram o falecimento do artista, que foi uma das inúmeras vítimas da Covid-19 no Amazonas. Os parlamentares fizeram um minuto de silêncio, em homenagem ao artista.
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TRANSPORTE COLETIVO
Aproveitando o assunto, os parlamentares também criticaram a superlotação nos ônibus da cidade e a falta de fiscalização por parte da Prefeitura de Manaus. De acordo com eles, os transportes não têm recebido sanitização. Vale lembrar que nesse mês, o vereador Jaildo Oliveira (PcdoB) já havia criticado o fato das empresas não disponibilizarem máscaras aos rodoviários.