O município de Ipixuna, interior do Amazonas, decretou situação de emergência nesta terça-feira (15) em razão da cheia do rio Juruá. Atualmente, faltam 46cm para o rio atingir a marca histórica de 2017, quando a cota foi de 13,84 metros.
A prefeita, Maria do Socorro de Paula Oliveira (Cidadania), assinou hoje o decreto que estabelece situação de emergência no município.
Como justificativa, a chefe do executivo municipal anuncia que Ipixuna está vulnerável com o quadro de enchentes do rio Juruá e seus afluentes que banham todo o território. O fenômeno natural está desabrigando famílias, destruindo plantações e criações de animais, causando danos à saúde da população e diversos problemas no âmbito social e ambiental.
Além disso, o documento assinado pela prefeita leva em conta o aumento nos números de casos de malária e dengue.
Impactos da cheia
O nível do rio Juruá chegou a 13,38 metros nesta terça e causa alagações na área urbana atingindo seis bairros, com um total de 1,5 mil famílias. Na zona Rural, o impacto é ainda maior, pois 96 comunidades, onde residem 2,2 mil famílias foram atingidas.
Produção agrícola foi afetada pela cheia em 2021
A cheia dos rios afetou a produção rural em municípios das calhas dos rios Purus e Juruá em 2021. Manejos que ocorrem em áreas de várzea, como o cultivo de frutas e hortaliças, e a pecuária foram interrompidos pela elevação do nível das águas.
A calha do Juruá é composta pelos municípios de Juruá, Carauari, Itamarati, Envira, Eirunepé, Ipixuna, Guajará. E a calha do Purus pelas cidades de Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá e Beruri.
Texto: Isac Sharlon
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