quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Informalidade volta a subir na 1ª semana de junho, diz IBGE

A taxa de informalidade no Brasil subiu de 34,5% na última semana de maio para 35,6% na primeira semana de junho. O dado pode significar retorno das pessoas ao mercado de trabalho.
COMPARTILHE
Atendimento Médico em UBS Fluvial, em Manaus.
Atendimento Médico em UBS Fluvial, em Manaus.

No mercado de trabalho, a PNAD Covid19 semanal mostra que a taxa de informalidade, ou seja, trabalhadores no mercado informal, subiu de 34,5% na última semana de maio para 35,6% na primeira semana de junho. São mais 692 mil pessoas nessa condição no Brasil.

O total de trabalhadores na informalidade, que chegou a 29,9 milhões no início de maio, caiu ao longo do mês. Posteriormente voltou a subir na primeira semana de junho, somando 29,8 milhões.

O dado pode significar retorno das pessoas ao mercado de trabalho e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os trabalhadores informais estão os empregados do setor privado e trabalhadores domésticos sem carteira, empregados que não contribuem para o INSS; assim como trabalhadores por conta própria que não contribuem para o INSS.

Também entram na contabilidade da informalidade, os trabalhadores não remunerados em ajuda a morador do domicílio ou parente.

Aptos para trabalhar

O IBGE estima que na primeira semana de junho, 170 milhões pessoas estavam em idade para trabalhar, mas somente 83,7 milhões estavam ocupados.

Na comparação com a última semana de maio, esses números permanecem estáveis, e apontam que menos da metade (49,3%) estava trabalhando no início deste mês.

Segundo a pesquisa, caiu de 14,5 milhões para 13,5 milhões o número de pessoas ocupadas que estavam temporariamente afastadas do trabalho (em quarentena ou férias coletivas) devido ao isolamento social. Isso representa 16,1% do total de empregados do país.

PNAD Covid19

A PNAD Covid19 é uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), realizada semanalmente com apoio do Ministério da Saúde.

O objetivo é identificar os impactos da pandemia no mercado, inclusive sobre trabalho informal, e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal.

Teletrabalho na Pandemia

Na primeira semana de junho, 8,9 milhões trabalharam de forma remota, o que representa 13,2% da população ocupada e não afastada do trabalho em virtude da pandemia.

Na primeira semana de maio, esse número era de 8,5 milhões de trabalhadores, e na última, 8,8 milhões estavam em regime de home office ou teletrabalho.

Por outro lado, os desempregados que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego por causa da pandemia ou por falta de vagas no local onde vivem totalizaram 17,9 milhões de pessoas.

Esse total é, portanto, relativamente estável na comparação com o fim de maio. Esse grupo correspondia a 66,8% das pessoas não ocupadas que não buscaram por trabalho e gostariam de trabalhar. 

Cai número de pessoas com sintomas de gripe

O número de pessoas com algum sintoma de síndrome gripal que procuraram atendimento médico em unidades de saúde na primeira semana de junho caiu para 2,8 milhões.

Isso representa 877 mil pessoas a menos em relação à última semana de maio (3,6 milhões).

Leia mais:

COMPARTILHE