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sábado, 24 de julho de 2021

Galerias subterrâneas do Centro em risco de romper com novas cheias

Estruturas estão comprometidas e podem afetar seriamente as fundações dos prédios da área central em caso de rompimento; alerta foi dado no programa RealTime1 Entrevista.

19 de junho de 2021

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Efeitos da cheia do rio Negro podem ser mais prejudiciais para Manaus a cada ano (Foto: Divulgação)

Com as grandes enchentes cada vez mais recorrentes em Manaus, as galerias subterrâneas do Centro Histórico correm o risco de romper por falta de manutenção e comprometer seriamente a estrutura dos prédios e residências na área. O alerta foi dado pelo presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Amazonas (IBAPE/AN), Frank Albert, ao explicar que as galerias construídas no século passado pelos ingleses não conseguem mais fazer o escoamento das águas do rio Negro.

“Elas (galerias) foram dimensionadas para uma vazão (do rio Negro) de 150 anos atrás. E essa vazão aumentou exponencialmente e foram feitas ligações clandestinas nestas galerias e simplesmente não houve manutenção. Estão lá tentando funcionar com mais de 70% de sua capacidade comprometida”, disse Albert.

O engenheiro civil deu como exemplo o rompimento da galeria na rua Henrique Martins, no Centro, no ano passado. A Prefeitura de Manaus precisou demolir dois prédios que se apoiavam na área afetada por apresentarem risco de desabamento. 

Frank Albert e o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (CAU/AM), Jean Faria, foram os convidados do programa RealTime1 Entrevista, na última sexta-feira (18). Os especialistas discutiram alternativas para evitar que moradores e comerciantes, principalmente, da área central de Manaus e de bairros próximos aos igarapés sejam penalizados pelas inundações causadas anualmente pelas cheia do rio Negro.

Na última década, Manaus enfrentou seis grandes enchentes. E em 2021, veio a cheia histórica de 30 metros, a maior dos últimos 119 anos, com as águas do rio Negro invadindo cada vez mais as as ruas e avenidas do Centro da capital. Uma calamidade que não foi prevista e que, praticamente, se tornou permanente todo ano.

“Manaus foi construída numa cota hoje que está abaixo do nível da maior cheia. Então, é inevitável que cada vez que temos uma enchente desta teremos esse problema de inundação do Centro”, disse o presidente do CAU/AM.

Para Jean Faria, uma campanha educativa para a população sobre a preservação dos igarapés evitaria a poluição recorrente das águas pelo acúmulo de dejetos e lixos despejados no rio Negro. Essa medida, na análise do arquiteto e urbanista, traria resultados mais positivos a curto prazo para minimizar o problema da enchente que somente ações paliativas, como saneamento dos igarapés.

Ainda conforme os dois especialistas, uma solução mais definitiva para evitar os efeitos das enchentes em Manaus demandaria altos custos financeiros pelo poder público e trabalhos de engenharia que durariam mais tempo que um mandato de quatro anos de um prefeito, por exemplo. Por ser uma área tombada pelo patrimônio histórico, uma obra profunda de intervenção no Centro seria mais difícil de ser autorizada.  

“É uma questão bem complexa porque se trata de uma área tombada e onde qualquer intervenção, se possível, tem que ser analisada antes. Tem um custo muito alto fazer uma obra de infraestrutura envolvendo a readequação de uma estrutura de drenagem daquela região”, disse o presidente do IBAPE/AM.  

Confira o programa RealTime1 Entrevista na íntegra:

Texto: Diogo Rocha

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