quarta-feira, 23 de setembro de 2026

‘Fim da cota da UEA vai prejudicar a saúde do interior’

Presidente do Cosems-AM avalia que decisão do STF de acabar com a reserva de 80% das vagas para alunos do Amazonas vai resultar numa escassez, ainda maior, de profissionais.
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O presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Manuel Barbosa, avaliou como prejudicial aos municípios a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acabar com a cota de 80% nos cursos da UEA para estudantes do Estado.

Ao RealTime1, Barbosa, que é secretário de Boca do Acre, disse que o mecanismo de reserva de vagas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) “ajudou muito” a melhorar a situação da saúde amazonense nos últimos anos, principalmente no interior.

“Foi uma decisão ruim”, sentenciou.

Segundo ele, a decisão do STF vai agravar o cenário no Amazonas, que hoje é de déficit de profissionais e alto custo para a manutenção deles nos municípios.

“A cota possibilitou que o filho da terra, após ser formar em Manaus, pudesse voltar para o município e prestar aquele serviço na cidade, que necessita desses profissionais. Não são todos que voltam, mas muitos voltam. São dentistas, enfermeiros, médicos saídos das calhas que foram formados pela UEA e que depois retornaram. Temos casos em todos os municípios”, explicou, creditando o vínculo familiar como fator fundamental nessa dinâmica.

Com o fim da cota, ele avalia que a universidade será tomada por estudantes de outras regiões do País que, após formados, dificilmente terão interesse em ficar no Amazonas.

“Vai vir gente do Rio, São Paulo, Fortaleza. Será que esses novos profissionais vão querer atuar por aqui, no interior? Provavelmente não e isso será muito ruim para o Amazonas”, concluiu Barbosa.

Da Redação

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