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terça, 30 de novembro de 2021

Estado já gastou R$ 1,6 milhão com vítimas de acidente de trânsito

Os acidentes respondem por boa parte das internações hospitalares e pela maioria dos atendimentos de urgência e emergência das unidades.

6 de outubro de 2020

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Segundo o secretário, o valor gasto na saúde com a violência no trânsito poderia ser usado em outros serviços (Foto: Divulgação)

Até o mês de agosto deste ano, os três maiores Prontos-Socorros do Amazonas, João Lúcio, 28 de Agosto e Platão Araújo, atenderam 6.962 vítimas de acidentes de trânsito, gerando para o Estado um custo de R$ 1,6 milhão com internações, cirurgias e outros procedimentos. 

Esses acidentes respondem por boa parte das internações hospitalares e pela maioria dos atendimentos de urgência e emergência das unidades, gerando altos custos sociais, como cuidados em saúde, perdas materiais e despesas previdenciárias, além de grande sofrimento para as vítimas e familiares.

“O custo humano é muito mais elevado do que de fato a parte financeira que a gente acaba acentuando. Sendo dez vezes maior com os traumas para as famílias, as sequelas graves dos pacientes que nunca mais vão voltar a trabalhar, falar ou poder ter uma vida tranquila normalmente”, destaca o secretário executivo Adjunto de Atenção à Urgência e Emergência, Moab Amorim.

O último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) coloca o Brasil na quinta posição do ranking de países com mais mortes no trânsito, ficando atrás da Índia, China, EUA e Rússia, e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a cada dez atendimentos por acidente de trânsito realizados em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), oito são envolvendo motociclistas. Dados também mostram que os homens representaram 67,1% dos atendimentos nas unidades de saúde do país e as mulheres 50,1%. Os jovens estão no grupo mais acometido por esses acidentes. 

Para o secretário, esse cenário é refletido no Estado, causando custos nos serviços de alta complexidade. Ele também ressaltou que o país possui um alto índice de violência no trânsito e que, no interior do Amazonas, também não é diferente, o que sobrecarrega serviços como ortopedia, traumatologia e neurocirurgia. 

Números

No Hospital e Pronto Socorro Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo, até agosto, foram 4.255 atendimentos de vítimas envolvidas em acidentes no trânsito, sendo 1.731 relacionados a motocicletas, 187 com carros, 212 por atropelamentos e 435 atendimentos que envolviam o trânsito.  

No HPS João Lúcio Pereira Machado, na zona leste, foram atendidas 2.299 vítimas de acidentes de trânsito, desse total, 355 são de acidentes com carros e 1.711 com motos.  Já no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, 2.098 vítimas de trânsito foram atendidas na unidade.

“O índice de traumas graves, de fraturas com intervenção cirúrgica, nunca baixa. Os municípios precisam executar ações de educação e controle do trânsito, com a implantação de limitadores de velocidade, fiscalização eletrônica e blitz. O uso de capacete também é pequeno, principalmente no interior”, avalia Moab.

Queda no índice

O índice de atendimentos nas unidades de urgência e emergência de vítimas de acidentes de trânsito reduziu 32,72% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2019, em oito meses, os três Prontos-Socorros da capital atenderam 10.349 vítimas de violência no trânsito, gerando um gasto para o Estado de aproximadamente R$ 2.379.856,04. 

A queda nos números teve influência das medidas de isolamento social tomadas pelo Governo do Estado durante o pico da pandemia de Covid-19. 

Nos meses de abril e maio deste ano, o número de atendimentos de vítimas de acidentes de trânsito foi 57,83% menor que nos mesmos meses do ano passado. Em 2019, foram 2.590 atendimentos nos meses de abril e maio, já em 2020, foram 1.092 atendimentos.

Segundo o secretário, o valor gasto na saúde com a violência no trânsito poderia ser usado em outros serviços. “Os custos gerados pelos acidentes poderiam ser destinados a outro front de serviço, como o tratamento de fratura trocantéricas de idosos em acidentes domésticos, por exemplo”, finalizou. 

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