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sexta, 12 de agosto de 2022

Efeitos da pandemia serão mais duradouros entre pobres, diz ‘The Lancet’

Artigo de uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo, aponta que efeitos da pandemia serão mais duradouros entre os mais vulneráveis.

11 de janeiro de 2022

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Grupo dos indígenas estão entre os mais vulneráveis que preocupam comunidade científica sobre a Covid (Foto: Divulgação)

Artigo publicado pela ‘The Lancet’, uma das revistas científicas mais prestigiadas no mundo, destaca que os efeitos da Covid-19 serão mais prolongados entre as populações mais vulneráveis. A matéria divulga análises de especialistas em saúde, incluindo a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima e o o superintendente-geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgilio Viana.

De acordo com a matéria, a falta de um consenso para ações preventivas ameaça famílias e comunidades de forma desproporcional. “A longo prazo, as desigualdades na saúde, no bem-estar físico e socioeconômico serão ampliadas por todo o mundo”, diz o texto.

A questão da falta de transparência com os dados de saúde divulgados, envolvendo ou não a Covid-19 é apontada como uma prática comum dos governos, o que faz com que a gravidade real do problema seja subestimado. Vale lembrar, embora não citado pela revista, que o Brasil teve sofreu um recente o ataque de hackers ao sistema de dados do SUS relacionados à Covid-19, o que gerou um ‘apagão’ que até o momento não foi equacionado.

Para Nísia Trindade Lima da Fiocruz a atualização de dados podem ajudar a criar políticas públicas. “A pandemia nos obriga a resgatar uma perspectiva sobre como a proteção social e a cobertura universal para assistência de saúde foram negligenciadas na última década. Os efeitos populacionais de fenômenos ambientais e sociais são sentidos mundialmente, principalmente por pessoas em situação de vulnerabilidade. Não é mais possível encarar a desigualdade como se não fosse um problema de todos”, afirma na matéria.

Virgílio Viana da FAS, menciona os desafios que comunidades indígenas e ribeirinhas enfrentam na parte brasileira da Floresta Amazônica por conta da Covid-19. “Em relação à Amazônia, o atendimento às questões de saúde em áreas indígenas e populações tradicionais da Amazônia profunda merece uma atenção especial, como podemos ver com a chegada do vírus nas comunidades”.

Quando se fala em populações vivendo em situação de vulnerabilidade estão incluídos indivíduos que enfrentam exclusão sistemática e discriminação devido a fatores como idade, deficiência, raça, etnia, gênero, classe econômica, religião, credo ou crença, identidade de gênero, orientação sexual e situação migratória, além daqueles que estão em conflitos e apátridas. Pessoas que estão encarceradas, com condições crônicas de saúde (como deficiências mentais), vivendo em moradias inadequadas e expostas à degradação ambiental, poluição do ar e em risco pela mudança climática também são afetadas.

O estudo concluiu que o mundo chegou a um momento crucial, exigindo mais do que nunca uma resposta colaborativa para ampliar o acesso universal à saúde e proteção social.

Com informações da Fiocruz

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