quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Defesa Civil diz que é cedo para prever se AM viverá nova cheia histórica

Em 2020, os 19,80m marcados hoje só foram alcançados no dia 20 de dezembro. No entanto, o chefe do Cemoa destaca que números estão dentro do previsto para esse período.
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Nesta quinta-feira (18), no mesmo dia em que o chefe do Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa) da Defesa Civil do Estado, sargento Charlis Barroso, foi entrevistado pelo RealTime1, o rio Negro atingiu 19,80 metros. O nível superou em 3,02 metros a marca do ano passado.

Em 2020, os 19,80m só foram alcançados no dia 20 de dezembro. No entanto, o chefe do Cemoa destaca que os números estão dentro da série histórica para esse período.

“Tem chamado bastante atenção do monitoramento, junto ao CPRM [Serviço Geológico do Brasil], a calha do rio Negro e as demais calhas do Baixo Solimões e algumas do Alto Solimões. Mas, é muito cedo para afirmar que teremos um evento extremo”, disse Charlis.

Da mesma forma, o chefe do Cemoa destacou o apoio que a Defesa Civil recebe do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) neste monitoramento.

Plano de contingência

Relembrando que, este ano, com 30,02 metros, houve o registro da maior cheia dos rios no Amazonas, Charlis destacou que o Cemoa tem um plano de contingência que inclui reuniões com outras secretarias de Estado ou Municípios.

A finalidade é que todos possam se planejar para uma possível resposta a um desastre.

Charlis diz que, por estarem lidando com fenômenos naturais, o Cemoa – e demais órgãos de monitoramento – trabalham com a imprevisibilidade.

“A natureza não é tão precisa. Nem sempre temos como prever eventos de grande magnitude. Tentamos fazer trabalhos de conscientização para que a população entenda a necessidade de sair das áreas de risco e pare de jogar lixo nos igarapés e/ou rios. E tentamos sempre nos antecipar aos eventos para minimizar os efeitos que possam ocorrer”.

Na entrevista concedida à TV RealTime1 nesta quinta-feira (18), Charlis também comenta o efeito das “terras caídas”, muito comum em Parintins, por exemplo.

Assista a entrevista, na íntegra, abaixo:

Texto: Rosianne Couto

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