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sábado, 24 de julho de 2021

De dezembro a maio, produção de oxigênio no Amazonas foi dobrada

Entre o final de dezembro de 2020 até maio de 2021, a capacidade de produção de oxigênio hospitalar saiu de 33 mil m³/dia para 62 mil m³/dia, em 2021.

16 de junho de 2021

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O consumo médio do insumo é de 15,42 mil m³/dia, incluindo a rede pública e privada (Foto: Divulgação)

O Governo do Amazonas adquiriu, em 2021, cinco usinas de oxigênio para o interior do estado, duas delas já entregues aos municípios de Manicoré e Humaitá, e as outras três aguardando entrega pelo fornecedor, para os municípios de Envira, Borba e Boca do Acre. A intenção do Estado é adquirir 30 usinas no total, que vão se somar a outras 37 que já estão em operação, tornando os municípios autossuficientes.

Entre o final de dezembro de 2020 até maio de 2021, a capacidade de produção de oxigênio hospitalar (O2) quase dobrou, saindo de 33 mil metros cúbicos por dia (m³/dia) para 62 mil m³/dia, em 2021. Já o consumo médio atual está na média de 15,42 mil m³/dia, incluindo a rede pública e privada.

Os dados são do Núcleo de Modernização da Infraestrutura da Saúde (Infrasaúde), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), e mostram o avanço alcançado desde que o estado foi atingido pela segunda onda da Covid-19. O Infrasaúde é o setor criado em 2021, pela secretaria, para coordenar toda a gestão de infraestrutura, incluindo o gerenciamento da rede de gás hospitalar.

Seguindo as diretrizes do Plano de Contingência para o Enfrentamento da Covid-19, a SES-AM trabalha para garantir que, em uma eventual terceira onda, a oferta do insumo seja capaz de atender à demanda com segurança, ampliando a capacidade de produção e de armazenamento de oxigênio na rede estadual de saúde.

Além da instalação de usinas nos hospitais dos municípios, o plano da SES-AM prevê a implantação de sistemas de Booster. O equipamento, que acoplado na usina permite encher cilindros de oxigênio, garante a recarga no próprio município, facilitando a logística de abastecimento do insumo no interior e a distribuição para as localidades no entorno.

O plano visa também a aquisição de 1.200 cilindros de oxigênio, contratação de serviço de manutenção para as usinas, bem como acompanhar, junto ao fornecedor de gases medicinais do Estado, a implantação de tanques para armazenamento de oxigênio nas unidades da capital, que ainda precisam.

Com estas aquisições, a SES-AM planeja aumentar a geração de O2 para até 80 mil metros cúbicos por dia.

A White Martins, fornecedora de oxigênio ao Estado, aumentou a capacidade atual de produção, de 27 mil m³/dia, em 2020, para os atuais 36 mil m³/dia. O crescimento de 33,3% foi registrado após a ativação pela empresa de uma planta desativada. O Estado tem ainda capacidade de produção de 18 mil m³/dia, oriundos de 37 usinas em funcionamento em hospitais da capital e do interior; e mais 8 mil m³/dia da empresa Carboxgas. Uma terceira empresa em operação no Estado, a Nitron não informa sua produção.

Licitações fracassadas

De acordo com a SES-AM, os primeiros chamamentos públicos para compra de usinas, realizados na secretaria em 2021, foram fracassados, em razão da dificuldade de oferta do equipamento no mercado. A procura desse insumo no Brasil e em outros países está sendo muito grande e as empresas não estavam assumindo o compromisso de fornecer.

Os municípios de São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga já contam com Boosters instalados em suas usinas. Os equipamentos foram doados pelo Greenpeace Brasil e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), respectivamente, por meio da campanha “Dê um Fôlego para a Saúde”. A prefeitura de Barreirinha e de outros municípios também já adquiriram Boosters.

As 37 usinas existentes hoje são de aquisição do Governo Federal, de doação de parceiros, aquisição dos municípios, do Governo do Amazonas e da empresa White Martins.

Com informações da assessoria

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