quinta-feira, 24 de setembro de 2026

David pede ao TCE a suspensão de licitações e pregões não essenciais

Por meio de representação, Davi solicitou a suspensão de licitações, pregões e leilões não essenciais abertos pela atual gestão na proximidades do fim do mandato.
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O prefeito eleito de Manaus, David Almeida (Avante), entregou, nesta quarta-feira (9), ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) uma representação que pede a suspensão de licitações, pregões e leilões não essenciais abertos pela atual gestão na proximidades do fim do mandato.

Pela representação, há recomendações quanto ao leilão de imóveis e o aditivo contratual com empresas de coleta de lixo, publicado em novembro, para os próximos 15 anos.

“O nosso pedido à corte de Contas não é para proibir, mas que avalie a nossa representação no sentido de recomendar à Prefeitura, que não faça despesas não essenciais que vão além do dia 31 de dezembro. Acredito que o Tribunal de Contas já tomou uma decisão como essa, quando o Amazonino foi eleito e eu era o governador interino”, lembrou David.

Coleta de lixo

No serviço de coleta de lixo, trata-se do novo termo aditivo ao contrato de concessão assinado pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) com a Tumpex – Empresa Amazonense de Coleta de Lixo – no valor de R$ 15,3 milhões.

Outro contrato que deveria ser revisto é o do oitavo termo aditivo do contrato de concessão com a empresa Construtora Marquise, no valor de R$ 11,043 milhões.

Tanto o contrato com a construtora, quanto o com a empresa de coleta de lixo têm a data de vencimento marcada para o dia 13 de novembro de 2035.

Leilões também precisam ser revistos

A respeito dos leilões, a representação do prefeito eleito vai tentar impedir a venda de oito imóveis do patrimônio municipal.

As vendas estão agendadas para esta quarta-feira (9), o leilão visa à venda de cinco salas comerciais, dois terrenos e uma casa localizados nos bairros Adrianópolis, Centro, Cidade Nova 2 e Parque 10 de Novembro.

Os lances iniciais das propriedades variam entre R$ 50 mil e R$ 46 milhões.

Orçamento para 2021

O prefeito eleito falou aos conselheiros do TCE-AM sua preocupação sobre os impactos que a sua gestão sofrerá, já com um orçamento estimado menor que o do exercício de 2020.

“Vou receber uma Prefeitura com orçamento executado em 2020 de R$ 6,2 bilhões, e o orçamento para 2021 é previsto de R$ 5,6 bilhões. Agora recebo a prefeitura com orçamento menor e obrigações não essenciais já contratadas pela atual gestão”, comentou David Almeida.

Diante do cenário que já consegue ver desde a primeira semana de trabalho da equipe de transição, David afirma que, ao assumir a Prefeitura, vai precisar se adequar e enxugar a máquina publica municipal.

Ele lembra que, em 2019, de 6,2 bilhões somente com despesas administrativas, como aluguel e manutenção, por exemplo, a atual gestão gastou, aproximadamente, R$ 1 bilhão.

“A nossa meta com essas despesas é economizar 30%, e em um ano nós teremos R$ 1,2 bilhão para investir na cidade”, afirmou.

Avaliação


O presidente do TCE-AM, conselheiro Mario de Mello, disse que a Corte de Contas vai avaliar a representação. Segundo ele, a conselheira Yara Lins ficará responsável pela avaliação dos pregões que estão sendo abertos pela atual gestão da Prefeitura de Manaus.

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