quarta-feira, 23 de setembro de 2026

VoePass, antiga MAP, retoma operações na Região Amazônica

Após três meses de suspensão de voos por conta da pandemia, empresa retorna operações em 10 destinos na região Norte, operados com a MAP Linhas Aéreas.
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A VoePass Linhas Aéreas, antiga Passaredo, que também controla a MAP Linhas Aéreas, retoma suas operações em 10 destinos da região Norte.

Das 10 cidades, 7 são no Amazonas, a partir de 3 de julho. No total, serão 30 voos semanais no Norte do país.

Em suma, a empresa restabelece uma importante malha aérea no Amazonas e Pará. Malha até então deficiente ou quase inexistente, onde, por vezes, o avião é a única opção.

Em comunicado da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), de 22 de março, a VoePass havia solicitado suspensão das atividades, por três meses.

A VoePass alegou baixa demanda por voos e, consequentemente, grande aumento de solicitações por reembolso devido à pandemia de coronavírus ao Brasil.

Destinos

São 10 destinos no Norte que voltam a ter trechos operados pela companhia. A VoePass assumiu a gestão da MAP Linhas Aéreas em 2019. À época a MAP tinha, por exemplo, mais da metade de sua frota parada por irregularidades.

As cidades atendidas são: Manaus, Parintins, Itaituba, Altamira, Belém, Eirunepé, Carauari, Coari, São Gabriel da Cachoeira e Lábrea.

Além dos voos no Norte, a Voepass também retorna na mesma data operações em Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e São Paulo (Aeroporto Internacional de Guarulhos).

“A região norte é um mercado consolidado. Assim, estamos prontos para atender a demanda neste momento”, ressaltou José Luiz Felício Filho, presidente da VoePass.

Outra novidade é que novas aeronaves ATRs foram incorporadas na frota para atender a região. E seguindo todo padrão operacional e de confiabilidade, além de ganharem comunicação visual da VoePass.

“A companhia assumiu a gestão da MAP Linhas Aéreas e a frota foi remodelada. Para esclarecer, estão em conformidade com as outras aeronaves da companhia que atualmente operam em todo Brasil”, explica Felício.

Inquérito Civil e salários atrasados

Como MAP Linhas Aéreas, a empresa já enfrentava desafios em sua malha aérea e também nos planos de ampliar operações na Região Norte, especialmente com a grande quantidade de aeronaves paradas.

Em março deste ano, o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por intermédio da 1ª. Promotoria de Parintins, instaurou Inquérito Civil (IC).

O objetivo do inquérito é investigar suposta prática abusiva da empresa MAP Linhas Aéreas, com frequentes cancelamentos dos voos de chegada e de partida da cidade de Parintins (AM).

Para a instauração do procedimento, a promotora de Justiça Eliana Leite Guedes do Amaral considerou que o transporte aéreo é serviço essencial e que as concessionárias de serviço público se enquadram no conceito de fornecedor, “à luz do art. 3º do Código de Defesa do Consumidor”.

Em abril, ou seja, em plena pandemia, o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) ajuizou ação coletiva pelos direitos dos trabalhadores que estavam com salários e diárias de alimentação atrasados desde março.

A VoePass propôs aos colaboradores licença não-remunerada compulsória e o pagamento do mês de março em duas parcelas (abril e maio), assim como proposta de demissão voluntária.

A VoePass

É uma empresa atuando no mercado regional de passageiros, sendo a mais antiga empresa brasileira do setor em operação.

Possui uma frota de 15 aeronaves ATR 42 e ATR 72, com capacidade para 48 e 70 passageiros.

Antes do início da pandemia, atendia a 47 destinos em todas as regiões do Brasil, tendo iniciado em outubro de 2019 a operação de 158 slots semanais no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Com a retomada das operações, passa a atender a 13 destinos do Brasil.

O efetivo total é de 1.100 colaboradores diretos, a VoePass opera dentro do padrão IOSA, um certificado de excelência operacional internacional da IATA. As operações são realizadas em codeshare e interline com as congêneres Gol Linhas Aéreas e Latam.

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