Cerca de 100 mil pessoas foram afetadas pela greve de ônibus em Manaus, na quinta-feira (4), segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), mas os rodoviários devem ser beneficiados com repasse de recursos feito pela Prefeitura de Manaus.
Em meio a segunda onda da pandemia de Covid-19, a categoria paralisou entre 7h30 e 19h reivindicando o pagamento de salários atrasados e dos benefícios de alimentação.
Em nota, a Prefeitura de Manaus informou que efetuou o repasse dos subsídios para que os salários, vale-alimentação e ticket refeição fossem repassados aos trabalhadores rodoviários.
O Executivo municipal acrescentou ainda que acompanhou a reunião entre o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivo Urbano Rodoviários de Manaus (STTRM) e o Sinetram.
Com a paralisação de 180 das 233 linhas, o cenário foi de paradas de ônibus lotadas, pessoas se aglomerando e longa espera para retornar para casa.
Sem notificação
O Sinetram esclareceu que não foi notificado da greve, a frota está normalizada e que segue dialogando com o STTRM com a interlocução do MPT há uma semana. O que torna a paralisação, segundo a entidade sindical, imoral e ilegal.
“Os trabalhadores rodoviários receberam seus salários adiantados o que estabelece que devem ser mantidos os serviços de modo a evitar demissões neste difícil momento para a população”, diz trecho da nota.
Mediação
Na ausência de um entendimento entre as partes, uma nova audiência, quarta rodada de negociação a ser realizada, está marcada para segunda-feira (8), às 14h, conforme o procurador do MPT, Maurício Pessoa Lima.
“As questões postas estão encaminhadas dentro do que é possível fazermos nesse ambiente de pandemia. O MPT está conduzindo a mediação com foco no interesse público, que o serviço seja prestado com qualidade, evitando aglomeração neste período de pandemia, conforme as orientações sanitárias e tentando equacionar os interesses dos atores envolvidos”, declarou.
Da redação