quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Fibras das folhas da palmeira viram peças artesanais em Ipixuna

O trabalho com artesanato iniciou em 2018 e atende 43 associados, beneficiando direta e indiretamente cerca de 35 famílias.
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Fibras vegetais, retiradas das folhas da palmeira, são transformadas em peças artesanais em Ipixuna. O trabalho é organizado pela Associação de Apoio ao Agroextrativismo do município e recebe o apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam).

O trabalho artesanal iniciou em 2018 e é desenvolvido por meio do Projeto Educacional de Design de Artesanato e Desenvolvimento Sustentável, na comunidade Vila Ecológica Céu dos Estorrões. Hoje, atende 43 associados e beneficia cerca de 35 famílias.

Entre os produtos confeccionados estão maracas, terços, linhas do tucum e pulseiras.

Sustentabilidade

De acordo com a coordenadora geral do projeto, Christiana Braconnot, o objetivo é aumentar a capacidade produtiva dos itens, introduzir novas tecnologias artesanais por meio da capacitação em tear manual, facilitar o escoamento da produção e fortalecer o desenvolvimento sustentável da comunidade, por meio do comércio justo e da economia solidária.

“A Associação garante a sobrevivência e valorização cultural dos conhecimentos ribeirinhos, em especial o resgate da fiação da linha do tucum, técnica que estava em extinção. Damos a oportunidade de desenvolver as habilidades, visto que o projeto valoriza a feitura da linha manual”.

Para o gerente do Idam em Ipixuna e diretor técnico do projeto, Valdécio Gomes, a comunidade é bastante integrada com a natureza e atividades voltadas à sustentabilidade.  “O projeto é de extrema importância para gerar renda às famílias e ajudar na prática da agricultura familiar. Para isso, o Idam faz todo o acompanhamento técnico para apoiar o fortalecimento do projeto”, destacou.

Comercialização

Até 2019, parte da produção de artesanato era vendida a varejo dentro da comunidade, que tem dois eventos anuais ligados ao turismo ecológico e religioso.

Agora, a comunidade busca soluções digitais para massificar a venda pelas redes sociais e e-commerce.

Com informações da assessoria

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