A Secretaria de Educação e Desporto (Seduc), do Governo do Estado, realizou pesquisa on-line com a comunidade escolar para o Plano de Retorno às Atividades Presenciais. A data de retorno às aulas na rede estadual de ensino ainda não foi definida.
Em síntese, 82% dos pais e responsáveis são a favor do ensino híbrido no Amazonas, ou seja, ensino presencial e não presencial. Cerca de 17% optaram por ensino apenas presencial.
Ao todo, 82,5 mil pessoas de todo o Amazonas responderam aos questionários on-line da pesquisa, que tem índice de confiança de 95%, de acordo com o Departamento de Estatística da Seduc.
A pesquisa mostrou que 82% dos pais e responsáveis são a favor do retorno híbrido, sendo 43,90% na forma “Híbrida, em dois grupos”, que consiste em metade de cada turma assistir a aulas em dias alternados e, nos dias em que não tiverem que ir às escolas, assistir aos conteúdos do “Aula em Casa”, e outros 38,35% na forma “Híbrida”.
A opção “Completamente presencial” foi votada por 17,75%.
O regime híbrido foi validado por 97% dos pedagogos. A opção em dois grupos foi a mais votada na capital e no interior, com 58,85% e 62,84%, respectivamente.
Em suma, a opção de retorno com turmas intercaladas e com aulas presenciais e não presenciais foi votada por 55,12% dos professores de Manaus e 57,96% dos docentes no interior do estado.
Professores e pedagogos
De acordo com a pesquisa realizada, o índice de aprovação de 97% para o retorno às aulas com o modelo híbrido também foi obtido com os professores e gestores.
Entre ambos, no entanto, prevaleceu a divisão de dois grupos para 55,14% dos professores de Manaus e 57,96% do interior. No caso dos gestores, 58,80% da capital prefere o modelo híbrido em dois grupos, e 62,79% do interior, também.
Pesquisa por questionário on-line
A pesquisa buscou entender, imediatamente, os anseios da comunidade escolar para que o Plano de Retorno às Atividades Presenciais fosse conduzido com as percepções de todos que compõem a Educação, bem como atender às medidas de prevenção estipuladas pelos órgãos de Saúde.
Teve por foco a aplicação dos protocolos de saúde, assim como a nova dinâmica a ser adotada pelas escolas da rede pública estadual. Responderam, via internet, pais, responsáveis, gestores, professores, pedagogos e administrativos sobre o retorno das aulas presenciais, ainda sem data definida.
Medidas de segurança para retorno seguro
Entre as medidas necessárias para o retorno seguro das aulas presenciais, a comunidade escolar assinalou todas as alternativas como importantes.
Entre as medidas foram assinaladas estão o distanciamento social e o escalonamento para horários de intervalos e saída, bem como o uso obrigatório de máscaras pelos profissionais e estudantes.
A opção de medição de temperatura diária na entrada das escolas, assim como a disponibilização de mais pias e totens de gel também foram sinalizadas como importantes.
Ao mesmo tempo foram marcadas a redução da quantidade de alunos nas salas de aulas e apoio psicológico aos estudantes foram opções sinalizadas pelos participantes das pesquisa.
Testagem de Covid-19
O relatório final da pesquisa demonstrou que, quanto à testagem e/ou suspeita de Covid-19 nos servidores da secretaria, mais de 70% dos gestores, professores, pedagogos e administrativos, da capital e do interior, disseram não ter tido a doença ou a suspeita de contaminação.
Em relação aos óbitos pelo novo coronavírus, 13% dos pais ou responsáveis indicaram ter perdido de um a cinco membros da família para a doença.
‘Aula em Casa’
As metodologias de ensino do programa “Aula em Casa” foram pesquisadas pela Secretaria de Educação, e os resultados mostraram que 59% dos pais e responsáveis aprovaram a modalidade.
O índice é maior entre os professores: na capital, 79% se mostraram satisfeitos, e no interior do Amazonas foram 66,40%.
Formação desejada
A pesquisa abordou igualmente as formações que os servidores gostariam de ter em Saúde para ficarem melhor preparados para o retorno às aulas nas escolas.
Com opção de múltipla escolha, “Saúde mental e bem-estar psicossocial em casa e na escola” apareceu como a principal demanda, apontada por 60% dos entrevistados. Logo em seguida optaram por “Saúde pública e saúde em espaços escolares”, com 58%.
Na área de planejamento, as “Metodologias Ativas”, “Relações interpessoais em tempos de mudança social e educação presencial, EAD e mediada por tecnologias” e “Planejamento híbrido: desafios em pensar a prática pedagógica presencial e à distância” foram as formações mais votadas, com 55%, 55% e 53%, respectivamente.
Os pesquisados podiam escolher mais de uma opção.
Leia mais: