quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Apesar da alta em agosto, PIM não recupera perdas da pandemia

Indústria amazonense cresce 4,9% em agosto, mas acumula retração de 13,7% no ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
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Investimentos têm queda no PIM

A indústria amazonense registrou no mês de junho crescimento de 4,9%, na comparação com o mês anterior. O resultado anotado pelo Polo Industrial de Manaus (PIM) no período superou a média nacional (3,2%) e representa o quinto melhor desempenho entre os estados, atrás do Pará (9,8%), Santa Catarina (6%), Ceará (5,7%) e Rio Grande do Sul (5,2).

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quinta-feira (8) pelo IBGE.

Já no período de janeiro a agosto deste ano, a indústra amazonense não conseguiu reverter as perdas causadas pela pandemia do novo coronavírus. Nos oito primeiros meses de 2020, a produção industrial do PIM amarga uma retração de -13,7%. Apenas os estados do Espírito Santo (-18,9%) e Ceará (-14,8%) registraram desempenhos piores.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o PIM apresenta estabilidade, com uma leve alta de 0,7% segundo os números do IBGE.

Extrativismo cai 12,8%

Entre os setores, as indústrias extrativas tiveram o pior resultado: -12,8% em relação a agosto de 2019. Já as de transformação, resultado de 1,4%.

Algumas atividades da indústria local tiveram bom resultado em agosto de 2020 e que contribuíram para esse desempenho da indústria amazonense, a saber: Indústria da transformação (1,4%), Fabricação de bebidas (1,7%), Impressão e reprodução de gravações (35,7%) (DVDs e discos), Fabricação de produtos de borracha (40,4%), Fabricação de produtos de metal (3%) (lâminas, aparelhos de barbear, estruturas de ferro), Fabricação de equipamentos de informática e eletrônicos (12,7%) (celular, computador e máquinas digitais), Fabricação de máquinas e equipamentos e materiais elétricos (10%) (conversores, alarmes, condutores e baterias).

Nesse mês, outras atividades tiveram desempenho negativo, tais como: Indústria extrativa (-12,8%) (óleo bruto de petróleo), Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-8,4%) (gás natural), Fabricação de máquinas e equipamento (-10,3%) (artefato de aço e tampas e cápsulas), Outros equipamentos de transportes (-14,6%) (motocicletas e suas peças).

Reportagem: Lucas Raposo

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