O presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Márcio André, disse, em entrevista ao canal RealTime1 Play, que a autarquia está empenhada em destravar a burocracia que atrapalha e reduz a competitividade dos setores produtivos do País, mas sem perder a mão na fiscalização de interesse do consumidor brasileiro
“Abrimos, nos cem dias que estou no cargo, um canal de diálogo com todos os setores produtivos para que eles colocassem quais os problemas que enfrentam com as nossas regulamentações. Ouvimos todos, revisamos mais de 200 portarias e instruções normativas e isso terá consequências benéficas neste semestre”, aposta Marcio André.
O dirigente foi presidente do Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem) por onze anos e há cem dias foi chamado para ser um dos amazonenses que trabalham diretamente no Governo Federal e que estão sendo ouvidos pelo RealTime1 Play numa série de entrevistas.
Márcio André lembrou ainda na entrevista o papel fundamental dos consumidores na fiscalização de produtos sob a responsabilidade do Inmetro.
“O consumidor que é vítima, que percebe ao abastecer que o marcador não foi para o mesmo ponto que costuma ir, deve pedir a realização do teste obrigatório e chamar a fiscalização do Ipem local ou mesmo da polícia”, ensina Márcio André.
Inmetro e indústria automobilística
O presidente do Inmetro também alertou para que o consumidor fique atento e denuncie produtos que tiveram aprovados novas medidas, mas que seguem cobrando preços usados quando tinham medidas maiores.
“O Inmetro autoriza a troca de tamanhos, metragens, como ocorreu com o rolo de papel higiênico, quando algumas marcas reduziram os rolos de 40 para 30 metros. Isso pode acontecer. O que não pode é a embalagem falar em 30 metros e o consumidor descobrir que o rolo só tem 26 metros. Ai tem que denunciar”, explicou.
Confira a entrevista na íntegra abaixo: