Impulsionada com o sufoco do fechamento das lojas por conta da pandemia de Covid-19, as vendas on-line estão transformando o comércio em Manaus e, agora, já respondem por quase 12% da comercialização dos estabelecimentos, conforme estimativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-M).
Na avaliação o presidente da CDL-M, Ralph Assayag, a pressão das portas fechadas para evitar a disseminação da Covid obrigou os empresários a buscarem alternativas e, à reboque, fez o nicho do comércio eletrônico avançar em dois anos o que se esperava que ocorresse em até uma década.
Antes da pandemia, as vendas on-line representavam entre 5% e 8% das fontes de receita das lojas. Esse número chegou a expressivos 60% no auge das restrições de circulação, quando os casos da doença atormentavam a capital amazonense.
“Nós saímos de 5%, 8%, e chegamos até 60% em vendas por meio do comércio eletrônico. Após o período de pandemia severa, voltou uma certa normalidade, pois as pessoas queriam sair de casa”, afirmou o presidente da CDL-M, o empresário Ralph Assayag.
O cenário hoje é diferente, mas ainda assim melhor que o período pré-pandêmico. A CDL-M estima que as vendas representam, em média, 12% do comércio varejista de Manaus.
“Os dados variam de empresa para empresa, dependendo do tipo de venda mais usado”, assevera Assayag.
Microempresas avançam em vendas no Whatsapp e redes sociais
Com baixíssimo custo, a criação de um canal de vendas pelo aplicativo de mensagens instantâneas Whatsapp tem sido uma opção quase obrigatória entre os empresários.
Pesquisa recente do Sebrae mostra que os micro e pequenos empreendedores do Amazonas são os que mais usam o aplicativo para vender através de canais digitais, sendo este utilizado por 83% do público. É um percentual maior que a média nacional, que está em torno de 73%.
Outro meio utilizado são as redes sociais. Perfis em Instagram, Facebook e Tiktok se multiplicam à medida que os empreendedores entendem que podem usar os algoritmos para chegar mais perto do público-alvo. Metade das empresas do Amazonas estão nessas redes, conforme o mesmo levantamento do Sebrae.
Para preparar os empresários, o Sebrae tem oferecido qualificações nesse segmento, com consultoria para quem está abrindo um novo negócio ou aquele que buscar dar um salto na empresa já em funcionamento.