quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Produção Industrial do Amazonas cai 46,5% em abril

O Amazonas teve o maior índice negativo na Produção Industrial, com queda de 46,5%. Comparando com abril de 2019, a queda foi de -53,9%. No País, a queda foi de 18,8%.
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Foto: Fábrica da Moto Honda, em Manaus.
Foto: Fábrica da Moto Honda, em Manaus.

A atividade industrial do Brasil recuou 18,8%, de março para abril de 2020, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E o Amazonas foi o estado com maior índice negativo, com queda de 46,5% em sua produção industrial. Comparando o mesmo mês com abril de 2019, o índice chega a 53,9% negativo. Houve taxas negativas em 13 dos 15 locais pesquisados.

Os dados divulgados pelo IBGE refletem os efeitos do isolamento social para controle da pandemia de Covid-19 em várias unidades produtivas do País, com a paralisação de diversas unidades de produção.

Além do Amazonas (-46,5%), mais sete locais atingiram o resultado negativo mais intenso da série histórica, iniciada em 2002: Ceará (-33,9%), Região Nordeste (-29,0%), Paraná (-28,7%), Bahia (-24,7%), São Paulo (-23,2%), Rio Grande do Sul (-21,0%) e Rio de Janeiro (-13,9%).

Em compensação, Pará (4,9%) e Goiás (2,3%) registraram as duas únicas taxas positivas nesse mês, com ambos voltando a crescer após recuarem no mês março.

Produção de motos

O setor de Outros equipamentos de transporte também foi responsável pela pressão no resultado do Amazonas. O Estado acumulou a queda de 53,2% em três meses.

“Houve queda na produção de motocicletas, que é o principal produto nesse setor. Outro setor também muito influente dentro da indústria amazonense é o de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos. Estes também pressionaram os números para baixo”, explica o analista da pesquisa Bernardo Almeida.

Comparação

Na comparação com o mês de abril do ano passado, a produção da indústria no Brasil caiu 27,2% , com 13 dos 15 locais pesquisados apontando resultados negativos.

E o Amazonas também lidera nesta comparação, com resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica: -53,9%, seguido pelo Ceará, que registro queda de -53%.

Rio Grande do Sul (-35,8%), Região Nordeste (-33,1%), São Paulo (-31,7%), Santa Catarina (-30,8%), Paraná (-30,6%), Pernambuco (-29,1%) e Bahia (-26,5%). Espírito Santo (-23,9%), Minas Gerais (-20,4%), Mato Grosso (-11,6%) e Rio de Janeiro (-5,4%) completaram o conjunto de locais com índices negativos nesse mês.

Mas, também nos dados comparativos, os mesmos dois Estados apareceram com índices positivos na pesquisa. Pará (37,6%) e Goiás (0,4%) não acompanharam a tendência a mostraram números positivos.

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