quinta-feira, 24 de setembro de 2026

DNIT vai recuperar BR-174, só que apenas trechos de Roraima

Recurso liberado pelo DNIT contempla obras em três trechos da BR-174, que serão recuperados nos próximos meses.
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Presidente do DNIT, Fabrício Galvão assina ordem de serviços para recuperação da BR-174
Presidente do DNIT, Fabrício Galvão assina ordem de serviços para recuperação de trechos da BR-174 em Roraima

O Ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou, nesta terça-feira (16), que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) vai investir R$ 100 milhões na manutenção e recuperação de 252 quilômetros da rodovia BR-174 dentro do Estado de Roraima. O investimento não contempla os piores trechos da estrada, que ficam no Amazonas e principalmente dentro da Terra Indígena Waimiri-Atroari.

O recurso liberado pelo DNIT contempla obras em três trechos da BR-174, que serão recuperados ao longo dos próximos 24 meses. São eles:

  • Lote 1.4: Igarapé Caleffi a Caracaraí, com 85,4 quilômetros de extensão – R$ 28,9 milhões em investimentos.
  • Lote 1.2: Igarapé Seabra ao Igarapé Arruda, com 79,6 quilômetros de extensão – R$ 36,7 milhões em investimentos.
  • Lote 2.2: Entroncamento RR-400 Pedra Pintada a Pacaraima, com 86,9 quilômetros de extensão – R$ 34 milhões em investimentos.

“ A BR-174 é muito importante para o nosso desenvolvimento, o tráfego é fundamental em quase todos os aspectos da vida dos roraimenses e por isso estou muito feliz pela retomada das obras de manutenção”, declarou o governador de Roraima, Antônio Denarium (PP).

“Nós assumimos a BR-174 em Roraima com condição ruim ou péssima em todos os trechos, inclusive com trechos em barro, especialmente na Reserva Indígena [Waimiri-Atroari]. Vamos intensificar nossos esforços para recuperá-la”, explicou Renan Filho.

O ministro, contudo, não se manifestou sobre a recuperação do trecho no da BR-174 no Amazonas, cuja utilização intensiva está deixando alguns pontos intransitáveis e, com isso, elevando o preço de frete e produtos comercializados nos dois Estados.

Roraima, por exemplo vende para o Amazonas produtos como arroz, banana e tambaqui. Já o Amazonas é responsável pelo abastecimento de quase todo o tipo de produtos de primeira necessidade e de infraestrutura básica, com gás natural para geração de energia.

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