quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Amazonas tem 48 crianças na fila da adoção, maioria meninos

Os dados do CNJ mostram que o estado possui 48 crianças na fila de espera para adoção.
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O número de pessoas interessadas em adotar é o dobro da quantidade de crianças na fila da adoção no Amazonas. O estado possui 128 pretensos pais e mães, conforme levantamento do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

De acordo com o levantamento, são 48 crianças de 2 a 16 anos na fila para adoção no estado. 97% das crianças que esperam serem acolhidas por uma família são pardas e 52% são do gênero masculino.

Dos interessados em adotar, apenas 8,59% tem vontade de acolher meninos e meninas entre 6 a 8 anos de idade.

Os números do CNJ mostram que 49 dos candidatos a pais que preferem crianças de dois a quatro anos de idade e 71% deles são casados. Apenas 10% se declararam como solteiros e também 10% preferem adotar meninos.

Segundo a plataforma, 45 crianças do Amazonas estão em processo de adoção, sendo 53% delas do gênero masculino e 18 delas de até dois anos de idade. 91% das crianças que devem receber um lar são declaradas pardas. Todos os dados são a partir de 2019.

Amazonas é o segundo do norte em crianças para adoção

De acordo com o advogado e coordenador adjunto de comissões da OAB-AM, Celso Valério, o Amazonas é o segundo estado da região Norte com maior número de crianças disponíveis para adoção.

Nos 22 abrigos do estado, a estimativa é que vivam 300 crianças. Outros 40 adolescentes estão completando 18 anos e terão de deixar as instituições, segundo o advogado.

Para uma criança entrar na fila para adoção, o advogado explica que é preciso que ela seja abandonada pela família e a Justiça esgote todos os meios de encontrar parentes próximos do menor.

“Caso o judiciário não consiga encontrar a família, é iniciado um processo de destituição do poder familiar, apenas depois disso é que a criança fica disponível para adoção. O processo é gratuito e iniciado na vara da infância e da juventude mais próxima da residência do pretendente. Um detalhe importante é que precisa haver uma diferença de idade de 16 anos do adotante para o adotado”, explicou.

O advogado disse, ainda, que hoje o maior empecilho para se efetivar uma adoção é o perfil exigido pelos interessados.

“Eles querem crianças recém-nascidas. Eles verificam a condição física, a cor, as vezes querem crianças semelhante fisicamente”, afirmou Celso Valério.

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