sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Bioquímico descarta 'segunda onda' do coronavírus em Manaus

Marcelo Serafim diz que "nova onda" não existe e fala que ao replicarem o assunto, espalham medo entre população mais vulnerável à doença.
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Na tarde desta quarta-feira, o vereador, farmacêutico e bioquímico com mestrado pela Fiocruz, Marcelo Serafim, divulgou um vídeo em suas redes sociais para falar sobre uma suposta “segunda onda” de contágios da covid-19 que a população manauara estaria vivendo nos últimos dias. O infectologista nega e diz que há um novo perfil de contaminados.

Marcelo resolveu divulgar o vídeo após alguns blogs e portais da capital amazonense replicarem uma entrevista do epidemiologista da Fiocruz na Amazônia, Jesem Orellana, no qual afirmava que não adiantaria colocar “panos quentes” para esconder dados porque Manaus já estaria vivenciando a segunda onda de mortalidade por causa do coronavírus.

“Esses mesmos pesquisadores que hoje falam essas coisas, são os mesmos que falavam que teríamos um pico no mês de junho maior que os de abril e maio. Eles diziam também que, em agosto, ocorreriam sete mil mortes”, disse Marcelo, descartando assertivamente a “nova onda” e falando que ao replicarem o assunto, espalham medo entre a população mais vulnerável à doença.

“Quando essas pessoas espalham pânico, elas evitam que nossos pacientes – que são diabéticos, hipertensos, renais crônicos e oncológicos – procurem nossos hospitais, condenando essas pessoas ao não-tratamento e obviamente à morte no futuro”, completou.

De acordo com Marcelo Serafim, a “segunda onda” só aconteceria se houvesse uma explosão no número de casos, o que, segundo ele, não está acontecendo.

“Tivemos um leve aumento no número de internações, sim. Mas essas internações de agora são totalmente diferentes das de abril e maio. O que temos é um novo perfil de infectados. Pessoas mais novas que estão saindo mais, que estão em barezinhos, estão em aglomeração, as que voltaram a trabalhar. É óbvio que isso vai gerar um novo contágio. Essas pessoas estavam protegidas e, hoje, estão mais vulneráveis”, pontuou o bioquímico.

Números

Para desmitificar a “segunda onda”, Marcelo Serafim apresentou alguns números no vídeo, expondo comparativos do que a cidade vivenciou no pico da pandemia e, agora, no último mês.

“Quando a gente olha para o número de óbitos, vemos que em maio, 1.067 pessoas morreram de covid e, no último mês, apenas 66. São 66 vidas perdidas, sim, mas não dá para você dizer que esse número representa uma nova onda ou um novo pico de contágio”, frisou.

Os números de sepultamentos também foram destacados por ele. Marcelo disse que, em abril, Manaus tinha uma média de 93 sepultamentos diários e que, hoje, essa média é de 31.

Cuidados

Marcelo Serafim encerra o vídeo pedindo para que a população não acredite na “segunda onda” da pandemia na cidade e reitera a necessidade de que as medidas de segurança – uso de máscara facial, uso de álcool em gel, higienização contínua das mãos e distanciamento social – continuem sendo seguidas à risca para que os números diminuam.

Assista o vídeo na íntegra:

Reportagem: Rosianne Couto

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