sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Morre o cineasta amazonense Djalma Limongi, que construiu carreira em São Paulo

Djalma Limongi tem em sua biografia três longas-metragens, entre os quais o premiado "Asa Branca: Um Sonho Brasileiro"
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O cineasta amazonense Djalma Limongi Batista morreu nesta terça-feira (14), aos 75 anos, em São Paulo. Nascido em Manaus, Djalma Limongi tem em sua biografia tem três longas-metragens, entre os quais “Asa Branca: Um Sonho Brasileiro”, de 1981, pelo qual recebeu prêmio de Melhor Direção e Ator no Festival de Gramado e de Melhor Direção no Festival de Brasília.

Filho de Gilda Limongi e Djalma Batista, intelectual e médico amazonense, Djalma Limongi viveu em Manaus até 1964, quando mudou-se com a família para o Distrito Federal e cursou cinema na Universidade de Brasília (UnB) e, depois, na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).

Diretor e roteirista, Djalma Limongi também foi professor de direção de atores no curso de cinema da Fundação Alvares Penteado (FAA), em São Paulo. Entre os longas-metragens do cineasta estão, ainda, “Brasa Adormecida”, de 1986, e “Bocage: O Triunfo do Amor”, de 1968.

Curtas-metragens

O cineasta tem em sua biografia, ainda, oito curtas-metragens, entre os quais “Um Clássico, Dois em Casa, Nenhum Jogo Fora”, de 1968, que marcou sua estreia no cinema e pelo qual recebeu os prêmios de Melhor Filme, Direção, Roteiro e Edição no Festival de Curtas do Jornal do Brasil.

O jornalista e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Antônio José da Costa, Tomzé, disse que Djalma Limongi, assim como outros realizadores dos anos 1960, foi vital para se pensar um cinema amazônico. “Ele alcançou a possibilidade de transferir-se para São Paulo e logo ganhou prestígio com ‘Asa Branca’, ‘Brasa Adormecida’ e ‘Bocage: O Triunfo do Amor’, seus longas-metragens”, disse.

“Seus filmes são autorais, criativo e de memória”, definiu o cineasta Roberto Kahane sobre Djalma Limongi.

Da Redação

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