quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Foliões devem ter atenção à ‘doença do beijo’ no Carnaval; entenda o porquê

Doença atinge cerca de 95% dos adultos em todo o mundo. As mesmas orientações relacionadas à Covid-19 podem ser aplicadas no caso da "doença do beijo".
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Carnaval

Jovens entre os 15 e 25 anos são os mais acometidos pela chamada ‘doença do beijo’. A transmissão da ‘mononucleose’ é ainda mais frequente durante o Carnaval, cujas festividades favorecem o contágio.

A doença é causada pelo vírus Epstein-Barr e afeta a região da orofaringe, logo ‘atrás da boca’, e costuma causar dor de garganta, febre, fadiga e gânglios inchados ao redor do pescoço.

“A transmissão acontece pelo contato íntimo e direto com um indivíduo infectado, por meio de fluidos corporais, seja saliva, sêmen ou sangue. Além disso, o contato com os objetos contaminados da pessoa doente também pode ser fonte de contágio”, explica o infectologista Marcelo Cordeiro, consultor médico do Grupo Sabin.

Apesar de mais comuns nos jovens, a infecção atinge cerca de 95% dos adultos em todo o mundo (embora não manifeste sintomas em todos), conforme aponta um estudo publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.

Outro fator que merece a atenção de brincantes do Carnaval é o caráter silencioso da doença nas primeiras semanas de infecção.

“A mononucleose tem um período de incubação que dura entre quatro a seis semanas, antes de apresentar os primeiros sintomas. No entanto, pode se prolongar por vários meses. Em todo esse tempo, o doente já transmite a doença, mesmo sem apresentar sinais”, explica Cordeiro.

Prevenção, diagnóstico e tratamento

A boa notícia é que há meios de prevenir a doença. O infectologista afirma que as mesmas orientações relacionadas à covid-19 podem ser aplicadas no caso da doença do beijo.

“Lavar bem as mãos, cobrir a boca ao tossir, usar máscaras, não compartilhar talheres ou outros objetos de uso pessoal e evitar aglomerações”.

Um dos principais sinais está ligado ao aparecimento de caroços no pescoço, um indicativo de que há uma infecção na garganta.

A confirmação da doença, porém, só acontece com exames de sorologia, que podem identificar anticorpos contra o vírus Epstein-Barr, causador da doença.

Segundo o especialista, a mononucleose costuma ser benigna. No entanto, em pacientes imunodeprimidos, como aqueles vivendo com HIV ou câncer, é necessário ter atenção a dores de cabeça intensas, visão turva e diminuição da força muscular.

Da Redação, com informações da assessoria

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