O programa Saúde Amazonas, lançado pelo governador Wilson Lima na última segunda-feira, 31, vai descentralizar os serviços assistenciais à população do interior do estado.
Além disso, vai estruturar as unidades de saúde fora de Manaus e a atuar na regionalização de cinco polos (Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, Tabatinga e Tefé) com a implantação do Saúde nas Calhas.
De acordo com o secretário executivo de Assistência (SEA) do Interior, Cássio Espírito Santo, a implantação do Saúde nas Calhas foi planejada desde o início dessa gestão.
“O projeto entra agora com força total no programa Saúde Amazonas, onde a gente vai fazer a reorganização das regionais de saúde do Estado, definir os fluxos e definir os perfis das unidades”, disse.
Conforme Cássio, a parceria com os municípios tem sido eficaz e apresentou resultados satisfatórios durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Como, por exemplo, o índice de letalidade registrado como menos da metade da capital. Além de promoverem a descentralização de serviços, como o mutirão de cirurgias.
“No ano passado foram realizadas 22 mil cirurgias no interior, foram 22 mil pessoas que não precisaram vir à capital para se operar”, destacou o secretário.
Sendo assim, os municípios vêm fazendo essas ações para atender no seu próprio território. Diminuindo, dessa forma, a questão do transporte e o tempo de espera
O secretário de Estado de Saúde (SES-AM), Marcellus Campêlo, também falou sobre como o projeto pretende alavancar a saúde pública nos municípios.
“Nós temos uma meta ousada. Evitar que mais de 1 milhão de amazonenses tenham que se deslocar da sua cidade para ser atendido na capital do Amazonas”, enfatizou o secretário.
Médico nas Calhas
Para estruturar a unidade de saúde do interior com reforço tecnológico e assistencial nos cinco municípios polos, será implantado o programa Médico nas Calhas. Esse programa é uma ação do projeto Saúde nas Calhas.
Dentro da proposta, existe a previsão de contratação de recursos humanos, reforma de unidades, aquisição de equipamentos e reorganização das regiões de saúde do Estado.
Cássio explica ainda, que as regiões de saúde do Estado foram desenhadas por calhas de rio. Mas, deve-se levar em consideração os fluxos entre os municípios para que as ações sejam desenvolvidas de forma mais efetiva.
“A gente vê, por exemplo, Humaitá, que é um polo do rio Madeira, mas Borba nunca vai subir para Humaitá, pois é mais fácil vir para Manaus. Então, assim, o desenho regional do estado vai ser todo revisto. A gente está com uma nova secretaria adjunta de Descentralização e Regionalização para fortalecer essas ações e melhorar a saúde de toda a população”, ressaltou.
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