Portaria do Ministério Público do Trabalho (MPT) determinou que o órgão atuará em regime de plantão, em todo o País, para combater o assédio eleitoral e defender o direito dos trabalhadores de votarem democraticamente para governador e presidente da República.
A medida ocorre após o recorde de denúncias de assédio eleitoral no País, ultrapassando 1,1 mil casos até a última terça-feira (25), segundo o MPT. Em Manaus, o órgão informa que dois casos já registrados e que, por ainda estarem em investigação, não divulgou mais informações sobre os supostos crimes eleitorais.
Os plantões serão realizados no sábado (29) e no domingo (30), dia das eleições. A Portaria que determina a operação em Manaus e Boa Vista, no período das 7h às 16h, é assinada pela procuradora- chefe do Ministério Público do Trabalho da 11ª Região, Alzira Melo Costa.
A portaria que orienta as unidades do MPT no País a atuarem em regime de plantão foi pelo procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira.
Trabalhadores que sofrem assédio eleitoral podem entrar com denúncias por este link. No dia dos plantões, o atendimento será na sede do órgão na Avenida Mario Ypiranga (popular Recife), no bairro Flores, zona centro-sul de Manaus.
CPI no Senado
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, já encaminhou o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre Assédio Eleitoral para parecer da Advocacia do Senado. Após o manifesto da Advocacia, Pacheco vai se posicionar sobre a criação da CPI.
Nesta quarta-feira (26), o senador Alexandre Silveira (PSD-MG) apresentou requerimento com assinaturas suficientes para a criação da CPI do Assédio Eleitoral. A CPI é destinada a investigar denúncias de pressão para que funcionários de empresas e até do serviço público votem no atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).
Da Redação com informações da Agência Senado