Diferentemente do 1º turno, quando os candidatos relatam as dificuldades que enfrentam para levarem suas propostas aos municípios do interior do Amazonas, agora, neste 2º turno, o interior tem sido deixado de lado para que os votos da capital sejam ‘fidelizados’.
As agendas de Eduardo Braga (MDB) e do governador Wilson Lima (UB), desde a retomada da campanha que definirá o governador do Estado, tem se restringido às ações nos bairros de Manaus.
A decisão das equipes vai ao encontro da análise política do publicitário Durango Duarte, CEO da Perspectiva Mercado e Opinião, que indicou que a definição deste segundo turno no Amazonas virá da capital.
Durango explica que Braga herdou 68% dos votos – de eleitores de Manaus – que vieram dos candidatos que não obtiveram êxito no primeiro turno. Wilson conseguiu obter 32% destes votos. Isso, segundo o publicitário, equilibrou a disputa.
No interior, Wilson tem uma vantagem grande, visto que, por lá, obteve 53% dos votos válidos. No entanto, foi com os votos dos municípios que Braga conseguiu ‘acelerar’ e ultrapassar Amazonino Mendes (Cidadania) para chegar ao 2º turno.
Por isso, a avaliação de Afrânio Soares, CEO da Action Pesquisas, é diferente da de Durango. Para ele é “precipitado” dizer que a capital decidirá quem será o próximo governador do Estado.
“O eleitor do interior foi decisivo no primeiro turno e pode ser também no segundo [turno]. Dependendo de como a capital se apresente, o interior pode ser o fiel da balança”, disse Afrânio, destacando ser mais complicado trabalhar votos na capital do que nos demais 61 municípios porque há inúmeros tipos de nichos e necessidades a serem atendidas.
“No interior, geralmente um candidato tem um prefeito bem avaliado, ou um ex-prefeito, que conduz o eleitorado”, explicou.
Nesta última quinzena de propaganda eleitoral, a campanha tende, inclusive, a ficar mais ‘quente’. Pelo menos é o que os interlocutores das equipes dos dois candidatos informaram ao RealTime1.
A estratégia, segundo as fontes, é para que cada um dos candidatos aumente o índice de rejeição do adversário na capital do Amazonas, optando mais por ataques diretos do que pelo confronto de propostas.
Da Redação