O anúncio de retirada da pré-candidatura do PSC à Prefeitura de Manaus tira da corrida eleitoral a única mulher que tinha pretensões de ser prefeita da capital amazonense: Carol Braz. Com a saída da ex-secretária de Cidadania e Justiça, portanto, Manaus perde a chance de ter sua primeira prefeita da História. Carol Braz vinha demonstrando empenho e satisfação no exercício da pré-candidatura, como se podia conferir em suas redes sociais. Muito embora a ex-pré-candidata não tenha admitido isso publicamente, a decisão do partido parece ter caído como um banho de água fria no entusiasmo que vinha demonstrando na pré-campanha.
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COMO UMA MÃE
Oficialmente, em nota, Carol Braz disse que muitos viram nela a figura de uma mãe para cuidar de Manaus. Da mesma forma, acrescentou que não encara a decisão do partido de não ter uma candidatura majoritária como o fim de um sonho, mas como uma forma de se preparar para uma luta ainda maior.
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REPRESENTATIVIDADE LGBTI+
Se a corrida pela prefeitura perdeu representatividade feminina, por outro lado ganhou um representante LGBTQI+. O PSOL anunciou o nome do ativista gay Paulo Trindade como o pré-candidato da sigla à Prefeitura de Manaus. O pré-candidato se apresenta como representante de uma ancestralidade indígena e negra, além de parte da comunidade LGBTQI+. Dessa forma, Trindade traz um discurso novo ao cenário eleitoral de 2020. “Chegou a oportunidade de perceber como os 200 anos de estudos de gênero podem impactar a política da vida real”, diz em texto no qual se apresenta como pré-candidato.
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BAGUNÇANDO O CENÁRIO
Ao lançar um novo pré-candidato majoritário, após já ter anunciado aliança com o PT em torno do nome de José Ricardo, o PSOL dá uma bagunçada no cenário já conturbado da esquerda local. Oficialmente, o partido diz que continua em busca de um grande arco de alianças das esquerdas. Na prática, estaria retirando seu apoio ao PT de Zé Ricardo. Consultada se aliança estaria abalada, uma fonte da coluna no PT respondeu: “[A aliança] está encaminhada. Os descontentes no PSOL não têm força para barrar, sendo Zé Ricardo o candidato. Então, quanto menos se falar mais segura está”.
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AMIZADE INABALADA
O voto favorável ao impedimento do governador Wilson Lima (PSC) e do vice-governador Carlos Almeida, não foi motivo para abalar amizade entre o deputado estadual Álvaro Campelo (PP) e o vice-governador. Fontes informaram ao RealTime1 que Carlos e Álvaro se reuniram, na última sexta-feira (21), para alinhar ações para as eleições municipais deste ano. O encontro teria ocorrido na casa do parlamentar estadual onde, supostamente, foi tratado sobre a atuação do PTB no interior do Estado. Já na manhã desta segunda-feira (24), o vice-governador anunciou sua desfiliação do partido.
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SURPRESA?
Se o encontro entre Álvaro Campelo e Carlos Almeida foi realmente para discutir eleições no interior, tudo indica que a retirada do vice-governador da presidência estadual do PTB foi surpresa para ele. E desagradou tanto que Almeida preferiu sair do partido. Na sexta-feira (21), a assessoria do vice-governador informou que o PTB Amazonas teria uma orientação nacional sobre a participação do partido nas eleições para as prefeituras de Manaus e do interior do Estado, mas que, até então, nada havia sido definido.
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A TROCA
Já na manhã desta segunda-feira (24) descobriu-se que a orientação nacional seria a troca de comando no PTB local. Assume Ricardo Francisco, irmão do presidente nacional da sigla, Roberto Jefferson. Ricardo Francisco é secretário de Estado de Cidades e Territórios, antiga Secretaria de Política Fundiária (SPF). Desta forma, o que seria um anúncio de troca de comando, resultou no anúncio de desfiliação de Carlos Almeida, que, por enquanto, segue sem partido.
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MAIS UMA CHANCE?
Nas redes sociais, Amazonino Mendes (Podemos) disse que fazer política não é só “buscar o poder pelo poder”, mas a oportunidade de construir uma vida melhor para todos. O ‘Negão’ já teve essa oportunidade por três vezes na Prefeitura: década de 80, de 90 e, por último, em 2009. O que ele faria de diferente desta vez que, efetivamente, transformasse a vida do cidadão manauara?