O desembargador Fávio Pascarelli, presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em conversa com a TV RealTime1, falou sobre o ‘desafio’ de estar à frente do órgão desde o último 4 de julho, onde ficará pelos próximos seis meses.
‘[Domingo] Chalub conseguiu entrar no interior, melhor a infraestrutura, junto com seus magistrados, atingiu meta do CNJ [Conselho Nacional de Justiça. Então o desafio é melhorar tudo isso”, disse Pascarelli, destacando o trabalho do ex-presidente do TJAM.
Pascarelli revelou ainda que fiscalizará as comarcas do interior para verificar se todas estão com juízes titulares, frisando que, caso contrário, um novo concurso deve ser feito.
Outro desafio, considerado “permanente” pelo desembargador, é a alta demanda de processos em tramitação no Judiciário o que, segundo ele, não é exclusividade do Tribunal amazonense.
“Isso é um problema mundial. Congestionamento no judiciário é muito comum”, frisou.
“Hoje, no Amazonas, temos em torno de 710 mil processos em tramitação e essa demanda aumenta a cada dia, mas os juízes amazonenses estão respondendo bem a isso”, completou Pascarelli.
Outra revelação feita pelo desembargador foi a construção de um novo fórum para atendimento aos juizados especiais. Segundo o presidente do TJAM, ele terá localização na Zona Oeste de Manaus.
Pascarelli fica na presidência do TJAM até o dia 2 de janeiro de 2023, quando deve ser substituído pela nova gestão que comandará o biênio 2023-2024.
De acordo com o TJAM, a proposta para o mandato tampão se baseou no princípio da eficiência na administração pública e melhor transição dos cargos de direção.
Assista a entrevista completa abaixo:
Da Redação
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