quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Praça Dom Pedro II é entregue revitalizada e com acessibilidade

A revitalização faz parte do projeto "Manaus Histórica", que tem reformado importantes patrimônios arquitetônicos de Manaus. A Praça tem mais de 100 anos de história.
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Com mais de mil anos de histórias, numa das áreas do Centro mais antigas da cidade, a praça Dom Pedro II foi entregue completamente revitalizada nesta quarta-feira, 12/8, pelo prefeito Arthur Virgílio Neto.

É mais uma ação do projeto “Manaus Histórica”, que tem revitalizado importantes patrimônios arquitetônicos da Manaus da Belle Époque.

De acordo com o Prefeito, a Praça era um sono e espera que a população saiba zelar pelo patrimônio que está sendo entregue. “Isso aqui era um sonho. Buscamos reconstruir e ser agente propulsor de uma boa história. Estamos inaugurando essa praça restaurada, com chafariz, e espero que zelem pela beleza e história deste local”, disse.

Revitalização faz parte do projeto “Manaus Histórica” (Foto: Divulgação/Semcom)

Até o fim da gestão, mais obras no centro histórico serão entregues, assim como o recapeamento asfáltico de diversas vias, e demais obras dentro dos bairros. Como resultado, mostra o reflexo da responsabilidade fiscal do município.

“A gente vai inaugurar, nem que sejam quatro ou cinco obras por dia. Eu peço que deem conta. Temos que ter certeza que ocorrerá o emprego correto do capital que foi acumulado por nós, pelo merecimento, com responsabilidade, sem atrasar salários. Hoje temos créditos ilimitados em bancos”, destacou Arthur.

Parceria

Parceira da prefeitura na revitalização da praça, a superintendente do Iphan-AM destacou a importância da obra para a história da cidade.

“Essa praça é importante no contexto paisagístico do nosso centro histórico e é uma praça que tem um sítio arqueológico com várias urnas do período pré-colonial, muito importantes também na história da nossa cidade”, relatou Karla Bittar.

Localização histórica

A praça está implantada sobre uma antiga área de sepultamentos indígenas com urnas de mais de 1.500 anos e o projeto de revitalização do arqueólogo Eduardo Neves.

O foco da revitalização foi a proteção do material arqueológico existente no sítio. Dessa forma, promoveu uma composição gráfica em alusão à presença das urnas cerâmicas no local. As pedras usadas no desenho foram a carranca e o arenito negro.

A acessibilidade também foi priorizada no projeto, que contemplou, ainda, serviços de sinalização, mobiliário urbano, novas instalações elétricas e de drenagem, nova composição paisagística.

Além disso, assentamento de pisos, recuperação de postes do tipo Cajado de São José com lâmpadas de LED e a recuperação total do belo chafariz, que voltou a funcionar depois de anos sem operação.

Os jardins recebem novo paisagismo, uma composição com vários espécimes botânicos, para uma formatação colorida, divertida e destinada à contemplação. 

História

Para a arqueologia, a praça Dom Pedro II é uma reflexão sobre os palimpsestos na Amazônia. São mais de mil anos de história revelados ao se escavar 30 centímetros sob a superfície.

O ambiente é referência dos processos de ocupação das estruturas urbanas situadas às margens dos rios amazônicos, como os grandes Solimões e Negro.

Nos arredores de Manaus, verificam-se inúmeros assentamentos antigos e densos. Os relatos sobre a presença de sociedades complexas na região, hoje identificada como Amazônia Central pelos pesquisadores da arqueologia, remontam ao século 16.

Assim sendo, o frei Gaspar Cavarjal descreve grandes assentamentos, que se estendiam por até 16 quilômetros às margens dos grandes rios.

A praça Dom Pedro II era conhecida originalmente como largo do Pelourinho. Onde, no período provincial, onde aconteciam as punições em ambiente público, uma vez que se situava nas imediações da cadeia.

Passeio público

Em meados de 1860, para dar passagem às ruas, hoje conhecidas como Governador Vitório, Visconde de Mauá e Monteiro de Souza, o largo do Pelourinho foi dividido.

Sendo assim, a porção maior recebe o nome de largo do Quartel e porção menor passa a se chamar praça Tenreiro Aranha. No final do século 19, a cadeia velha foi demolida após um incêndio, cedendo lugar ao Palácio Rio Branco, em 1909.

Em 1887, por ordem do presidente da Província, Conrado Niemeyer, foi transferido o coreto para a praça, antes instalado no Passeio Público, nesse mesmo período foram instaladas pedras de lyoz vindas de Lisboa.

Durante a década de 1890, após o aniversário da Proclamação da República, o então largo do Quartel recebeu o nome de praça da República. Nesse mesmo período ganhou uma fonte de bronze e novo ajardinamento.

No início do século 20, no final da primeira década, precisamente em 1907, aconteceu a ampliação do Palácio do Governo.

Por conta disso, as grades que cercavam a praça da República foram retiradas e posteriormente foram fixadas na fachada sul do mercado municipal Adolpho Lisboa.

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