Uma artigo publicado na revista científica Nature Medicine, apontou que as ausência de eficácia das políticas públicas condenam a Amazônia a uma segunda onda de Covid-19.
O estudo feito por oito pesquisadores brasileiros enfatizam a sensibilidade da região amazônica ao novo Coronavírus devido ao grande número de indígenas no local.
Indígenas
De acordo com o artigo, que chama a atenção para o genocídio de indígenas, pode levar à extinção de culturas. Pois, as tradições são transmitidas oralmente pelos mais velhos.
Além disso, chama faz um alerta que para evitar a segunda onda da pandemia, medidas efetivas precisam ser implementadas imediatamente.
Assinam o artigo os professores Wilhelm Alexander Cardoso Steinmetz e Jeremias Leão, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). E também, Lucas Ferrante e Philip Martin Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Além deles, Alexandre Celestino Leite Almeida, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Ruth Camargo Vassão, do Instituto Butantan. Também Luiz Henrique Duczmal e Unaí Tupinambás, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Os pesquisadores colocam Manaus como base para fundamentar o artigo, devido a capital amazonense ter quase todas as unidades de terapia intensiva (UTIs) do Estado.
Ainda de acordo com o estudo, o colapso do sistema de saúde em Manaus representa um colapso do sistema de saúde de todo o Estado do Amazonas, que é o maior do Brasil em termos de área e ocupa aproximadamente um terço da região Amazônica do país, diz trecho.
Tomada de decisões
No estudo, a tomada de decisões dos entes legislativos e federativos também é criticada. Sobretudo, com a reabertura de templos e igrejas em 6 de maio e o desrespeito às restrições de distanciamento social.
O rápido aumento do número de casos no interior do estado (inclusive em comunidades indígenas) pressionará as UTIs em Manaus”, alertam os pesquisadores.