quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Em meio aos altos custos, construção civil fecha ano com incremento de 15%

COMPARTILHE

O setor da construção civil prevê encerrar o ano com crescimento de 15% no faturamento em comparação a 2020. O resultado anual é considerado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM) como o melhor desde 2014, período em que o segmento registrou início de crise.

Conforme o presidente do Sinduscon-AM, Frank Souza, a construção civil registra desempenho positivo tanto no segmento de obras públicas como em obras imobiliárias.

Porém, Souza explica que para conseguir atender ao mercado as empresas ‘driblam’ gargalos como a escassez e a alta nos preços dos materiais de construção, somados ao aumento do combustível e da energia elétrica, repassando os custos ao consumidor final, o que acaba por elevar o preço dos imóveis.

De junho de 2020 a outubro de 2021 o empresário afirma que o preço dos insumos ficou 30% mais caro.

“O segmento entrou em recuperação a partir de junho de 2020, impulsionado pela procura por imóveis novos, com continuidade até junho deste ano. Em seguida registramos gargalos com falta de materiais e aumento expressivo nos preços o que levou ao desequilíbrio de contratos, enfrentados atualmente”, destacou.

Evolução do emprego no setor da construção

Segundo o presidente, o segmento encerra o ano com o registro de 23,5 mil empregos formais e mais 72 mil profissionais que integram a cadeia da construção civil de forma direta ou indireta.

Com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de janeiro a outubro de 2021 a construção civil, no estado, contabilizou saldo de mais de 3,4 mil vagas de empregos formais. O número representa crescimento de 67,5% em comparação a igual período de 2020, quando o cadastro apontou saldo de 1.112 postos de trabalho.

“Esperamos manter o volume crescente de empregos no próximo ano, apesar dos altos gargalos”, comentou Souza.

Ano eleitoral gera incertezas na construção civil

Para o presidente, o próximo ano por se tratar de período eleitoral, poderá refletir em incerteza para novos investimentos. Souza afirma que a esperança é que o poder público, em todas as esferas de atuação, consiga assegurar a execução de obras na cidade.

“O ano eleitoral gera uma incerteza muito grande, com baixo índice de confiança do empresariado que reflete no número de empreendimentos. Esperamos que os setores públicos consigam, apesar das adversidades, muitas obras à cidade para que o setor possa se desenvolver”, disse.

Texto: Priscila Caldas

COMPARTILHE