quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Detentos do Compaj voltam a ter leitura como atividade reeducativa

A cada livro lido, eles diminuem quatro dias de pena, além de desenvolverem gosto pela leitura e apresentarem melhoria no vocabulário.
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Os detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) voltaram a ter uma atividade que, além de servir como terapia ocupacional, desenvolve o gosto pela literatura e melhora o vocabulário.

Interrompido deste o início da pandemia de Covid-19, o projeto “Remição pela leitura” foi reativado nesta quarta-feira (29). Além de beneficiar 168 presos inseridos no projeto, ainda possibilita remir quatro dias da pena a cada livro lido e avaliado.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a empresa cogestora Reviver Administração Prisional Privada entenderam a necessidade do retorno do projeto na unidade de regime fechado. Mas o objetivo é diminuir o ócio e possibilitar o crescimento intelectual por meio da literatura.

“Estamos fazendo tudo com segurança e responsabilidade, de forma a não gerar risco à saúde dos internos ou dos colaboradores”, explicou o secretário da Seap, coronel Vinícius Almeida.

Acompanhamento

Uma equipe multidisciplinar, composta por pedagogos e psicólogos, é responsável por fazer o acompanhamento dos participantes. Assim sendo, cabe a ela ofertar um livro, por semana, a cada apenado.

Ao interno cabe a responsabilidade de ler a obra e elaborar uma redação. No entanto, no texto, deve apresentar os pontos que mais chamaram a sua atenção e as possíveis lições agregadas com a leitura.

Duas vezes por semana, a equipe faz orientações, analisa os trabalhos escritos e realiza uma avaliação oral com cada participante.

Para o diretor do Compaj, Lucas Maceda, é mais um projeto de remição de pena fundamental aos internos de regime fechado.

“O projeto não só traz essa possibilidade, como, ao mesmo tempo, incentiva a prática de atividade intelectual que ajuda a melhorar o vocabulário, a percepção de mundo, rompendo as amarras ideológicas do mundo do crime”.

A biblioteca do Compaj, onde acontecem as avaliações, foi reformada. Recebeu novos jogos de carteira e mesa doados pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

E novas obras literárias foram inseridas ao acervo. Foram doadas pela  Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-Amazônicos (Abeppa) no início do ano.

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