quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Polícia Civil do AM registra 468 prisões por crimes contra crianças e adolescentes em 2025

COMPARTILHE
Viatura da Polícia Civil do Amazonas com giroflex acionado durante operação policial.
Viatura da Polícia Civil do Amazonas durante ação operacional no combate a crimes contra crianças e adolescentes em 2025

Ao longo de 2025, a Polícia Civil do Amazonas registrou 468 prisões por crimes contra crianças e adolescentes, com ênfase no estupro de vulnerável.

As ações ocorreram em Manaus e nos municípios do interior, envolvendo repressão qualificada, investigações contínuas e atendimento integrado às vítimas.

Ao todo, as prisões na capital foram conduzidas pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), enquanto no interior as operações ficaram a cargo das delegacias locais, com apoio do Departamento de Polícia do Interior (DPI).

Segundo o delegado-geral adjunto da PC-AM, Guilherme Torres, o aumento no número de prisões está relacionado ao crescimento das denúncias e à maior confiança da população no trabalho policial, além da integração entre as forças de segurança e a rede de proteção.

“Em 2025, reforçamos a atuação no combate a todos os tipos de violência contra crianças e adolescentes, tanto na capital quanto no interior. Em 2026, o trabalho seguirá com a ampliação das ações repressivas e preventivas”, afirmou.

Atuação da Polícia Civil

Entre janeiro e novembro, a Depca contabilizou 113 prisões em flagrante e 97 cumprimentos de mandados judiciais, entre preventivos e temporários.

No mesmo período, foram instaurados 778 inquéritos policiais relacionados a crimes contra crianças e adolescentes.

A delegada adjunta da Depca, Kássia Evangelista, destacou que a atuação da Polícia Civil considera as diferenças entre a realidade da capital e dos municípios do interior, com apoio investigativo contínuo e operações integradas.

“A Depca coordena ações que se estendem aos municípios, especialmente em operações de combate à violência sexual, como a Operação Caminhos Seguros, realizada em maio em todo o Amazonas”, explicou.

De acordo com dados do DPI, a operação mobilizou 238 policiais e envolveu centenas de ações preventivas, alcançando mais de 15 mil pessoas.

Para a delegada, o reforço na prevenção também contribui para o aumento das denúncias, elemento central para o avanço das investigações e das prisões.

“O encorajamento da população em denunciar tem impacto direto no enfrentamento desses crimes”, afirmou.

📲 Participe do canal do RealTime1 no Instagram

Kássia Evangelista ressaltou ainda que, por se tratar de crimes graves e, em grande parte, intrafamiliares, a retirada do agressor do convívio da vítima é medida necessária.

“As denúncias resultam em prisões e representam uma resposta clara de que esse tipo de crime será combatido com rigor”, completou.

Além das ações repressivas, a Depca atua de forma integrada com órgãos da rede de proteção, como o Centro Integrado de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítimas ou Testemunhas de Violência (Ciaca), oferecendo acolhimento psicológico e assistencial.

O atendimento também pode envolver a Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) e o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), garantindo suporte emergencial em um único local.

Atuação no interior

O diretor do DPI, delegado Paulo Mavignier, informou que mais de 257 prisões por estupro de vulnerável foram registradas nos municípios do interior ao longo de 2025.

Segundo ele, as denúncias da população e a divulgação responsável dos casos pela imprensa contribuem para romper o ciclo de violência.

“A Polícia Civil atua de forma contínua em todas as regiões do Amazonas. Onde o agressor estiver, a resposta será dada”, afirmou.

COMPARTILHE