Puerto Nariño, município colombiano localizado a apenas 80 quilômetros da fronteira com o Brasil, vive há quatro décadas sem carros circulando pelas ruas.
A decisão, tomada em 1984, quando a cidade se tornou município, transformou o local em um raro exemplo de sustentabilidade na Amazônia e em referência para quem busca conciliar qualidade de vida e preservação.
Com cerca de oito mil habitantes, a cidade permite apenas deslocamentos a pé ou de bicicleta. O único veículo autorizado a circular é um trator usado para recolher o lixo.
Os resíduos orgânicos são enterrados, enquanto o plástico segue de barco até Manaus para reciclagem.
O silêncio das ruas só é interrompido pelo som dos motores dos barcos, responsáveis por ligar a cidade às comunidades mais distantes e por transportar turistas que visitam a região.
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Turismo e preservação movimentam a economia
Puerto Nariño apostou no turismo como principal fonte de renda, oferecendo acesso a áreas naturais preservadas, como lagos monitorados por comunidades indígenas, que também atuam na proteção dos ecossistemas locais.
A água consumida na cidade vem diretamente do rio Amazonas. Ela passa por tratamento e é distribuída em pontos específicos, mas o município ainda enfrenta o desafio de implantar um sistema de tratamento de esgoto — que, por enquanto, segue desaguando em outro ponto do próprio rio.
Mesmo com limitações de infraestrutura, quem vive em Puerto Nariño demonstra orgulho de fazer parte desse cotidiano na Amazônia.
Para os moradores, o modo de vida sem carros reforça o compromisso com o meio ambiente e mostra que é possível construir uma cidade funcional, atraente e sustentável, sem abrir mão da simplicidade.
*Com informações da Deutsche Welle.
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