Um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que das 26.311 empresas que fecharam (temporária ou definitivamente) as portas na primeira quinzena de junho na Região Norte, 11.077 (42,1%) encerraram suas atividades por causa da pandemia.
De acordo com os estudos, em todo o Brasil, quatro entre cada dez empresas que paralisaram as suas atividades o fizeram por causa da pandemia do novo coronavírus.
A Pesquisa Pulso Empresa – Impacto da Covid-19 nas empresas (PPEmp), estima os impactos da pandemia na economia brasileira, tendo como atividades de Indústria, Construção, Comércio e Serviços. A pesquisa integra as estatísticas experimentais do IBGE.
A pesquisa aponta, ainda, que na primeira quinzena de junho, a Região Norte tinha 77.760 de empresas, sendo 51.449 (66,2%) em funcionamento total ou parcial, 18.520 (23,8%) fechadas temporariamente e 7.791 (10,0%) encerradas em definitivo.
“Os dados mostram que a Região Norte obteve o menor percentual de empresas abertas, mesmo parcialmente, e o maior percentual de empresas fechadas temporariamente, mas, em compensação, também obteve o menor percentual de empresas que encerraram suas atividades de forma definitiva”, informou o Instituto.
Impacto negativo da pandemia
Do total de empresas em funcionamento na Região Norte, 61,7% informaram que a pandemia teve impacto negativo.
Da mesma forma, 20,4% declararam que o efeito foi pequeno ou inexistente e 17,4% disseram que o impacto foi positivo.
Entretanto, nas Regiões Sul e Centro Oeste, o percentual de empresas que informaram ter tido impacto negativo foi bem mais alto, respectivamente, 76% e 77,8%.
A queda nas vendas ou serviços comercializados na Região Norte, em decorrência da pandemia, foi sentida por cinco em cada dez empresas em funcionamento (53,7%) na primeira quinzena de junho em relação a março, quando começaram as medidas de isolamento para combater o novo coronavírus.
Ademais, 27,8% disseram que o efeito foi pequeno ou inexistente e 18,2% afirmaram aumento nas vendas com a pandemia.
Em relação à produção, 62,1% das companhias na Região Norte afirmaram que tiveram dificuldade de fabricar produtos ou atender clientes, 22,8% relataram não haver alteração significativa e 14,0% tiveram facilidade.
Mais dados da pesquisa
• 55,9% encontraram dificuldades de acesso aos fornecedores, 38,8% informaram não haver alteração significativa e 2,2% encontraram facilidade.
• 53,5% tiveram dificuldades para realizar pagamentos de rotina, para 41,7% não houve alteração significativa e 3,1% encontraram facilidade.
• Mais de cinco em cada dez empresas em funcionamento (55,5%) mantiveram o número de funcionários em comparação ao início de março na Região Norte, porém 27,0% indicaram redução no quadro e 1,6% aumentaram o número de empregados.
De acordo com o IBGE, entre as empresas do Norte que reduziram a quantidade de empregados, 52,4% diminuíram em até 25% seu pessoal, 28,2% entre 26% e a metade (50%) e 19,7% encolheram seu quadro em mais da metade (acima de 50%).
Com relação à manutenção das atividades, 46,7% implementaram trabalho domiciliar e 32,7% anteciparam férias dos funcionários.
Com informações do G1