Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira (18), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) destacou ser mais benéfico que a população que tenha tomado a AstraZeneca, como primeira dose de imunizante contra a Covid-19, a mantenha para completar o esquema vacinal com a aplicação da segunda dose. O posicionamento da Fiocruz elencou alguns motivos para que seja dispensada a vacinação heteróloga ou a intercambialidade de vacinas (duas doses com vacinas diferentes).
No país, a Fiocruz é responsável pela produção da vacina AstraZeneca e já disponibilizou 84,5 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) até o dia 13 de agosto, sendo a principal fornecedora de vacinas para Covid-19 do país.
O primeiro ponto destacado pela Fiocruz é a falta de dados que confirmem a duração da resposta imune ao vírus que uma pessoa teria caso mudasse a segunda dose por qualquer outro imunizante que não fosse a AstraZeneca.
“A duração e amplitude da resposta imune pós-vacinal está sendo acompanhada com muita preocupação frente ao momento global da pandemia em relação às variantes de preocupação e aumentos de números e gravidade de casos. No caso da vacina Fiocruz/AstraZeneca, estudos têm apontado para uma alta efetividade da vacina nos dados do mundo real, incluindo no Brasil, assim como para uma persistência maior na resposta imune das pessoas vacinadas com duas doses da vacina Fiocruz/AstraZeneca do que o relatado nos estudos com outros imunizantes”, explica a nota da Fundação.
Intervalo entre as doses pode ser ainda mais ampliado
Na mesma nota que fala sobre a intercambialidade de vacinas, a Fiocruz destaca que há um estudo, conduzido pela Universidade de Oxford e publicado em junho deste ano na revista científica The Lancet, que aponta não haver prejuízo em ampliar o intervalo entre a primeira e a segunda dose, em caso de necessidade.
Segundo a Fiocruz, a primeira dose pode sustentar uma eficácia de 80% por até 10 meses até a segunda dose e que esse intervalo poderia conferir uma resposta imunológica ainda mais robusta após o esquema vacinal completo da vacina de Oxford/AstraZeneca.
Texto: Rosianne Couto, com informações da Fiocruz
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