quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Entenda o papel da Inteligência Artificial e a importância de seu ensino nas escolas

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Em 2023, a UNESCO publicou diretrizes para o uso de IA na educação, reforçando a importância da formação docente, da ética e da privacidade

Com o avanço da tecnologia, a Inteligência Artificial (IA) se consolida como a mais nova ferramenta de estudo e pesquisa, sucedendo as enciclopédias e o Google. Essa transição, no entanto, coloca um novo e urgente desafio para educadores e famílias: a necessidade de preparar crianças e adolescentes para entenderem a IA e usá-la de forma ética e crítica.

A IA é uma tecnologia voltada para a resolução de problemas e está presente em diversas áreas do cotidiano, de sistemas de recomendação em plataformas digitais a diagnósticos médicos. No ambiente escolar, seu uso já é uma realidade: uma pesquisa do Pew Research Center em 2024 mostrou que um em cada quatro adolescentes norte-americanos já usa IA em tarefas escolares.

No Brasil, embora 93% dos jovens de 9 a 17 anos estejam conectados, apenas 55% conseguem avaliar a confiabilidade das informações que encontram online, segundo o Cetic.br.

Educar para além do algoritmo

Para Claudia Malheiros, supervisora da Escola de Tecnologia do ICBEU Manaus, o grande desafio é ensinar a nova geração a ir além do que o algoritmo entrega. “A máquina nunca vai dar uma resposta que está na mente humana. Temos que ensinar nossos alunos a serem curiosos, a questionarem, a interpretarem dados e a irem além do que a ferramenta entrega”, afirma.

A tecnologia é um suporte, mas não substitui a prática. Como afirmou Sal Khan, fundador da Khan Academy, à Folha de São Paulo, a IA “dá condições para que os alunos possam praticar mais de acordo com o que estão aprendendo”.

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Reflexão e o novo dever de casa

Em 2023, a UNESCO publicou diretrizes para o uso de IA na educação, reforçando a importância da formação docente, da ética e da privacidade. No Brasil, iniciativas como a Maker School do ICBEU Manaus já seguem essa linha, incentivando a criação de projetos com IA, mas sempre com a reflexão ética.

O uso da IA sem supervisão pode levar a atalhos negativos, como a cópia de respostas prontas e a desinformação. Por isso, cursos de tecnologia incentivam a cultura do “mão na massa” para despertar o pensamento crítico e criativo nos estudantes.

Segundo o professor Junior Codi, a tecnologia deve ser usada para “potencializar” a reflexão e a criatividade humanas, e não para substituí-las. Ao preparar os jovens para esse novo cenário, famílias e escolas garantem que as próximas gerações não serão apenas usuárias, mas também criadoras das tecnologias do futuro.

Letramento digital é novo dever de casa

O letramento digital se tornou o novo dever de casa para crianças e adolescentes. Em cursos focados em áreas como Criação de Jogos, Programação e Robótica, o objetivo é ir além do uso da tecnologia, incentivando o pensamento crítico, a liderança e a colaboração.

Conforme explica o professor Junior Codi, a meta é que os alunos explorem oportunidades valiosas, como gerar ideias e personalizar os estudos, entendendo que a tecnologia não substitui a reflexão e a criatividade humanas, mas pode potencializá-las quando utilizada de forma ética e responsável.

Ao guiar os jovens nesse processo, escolas e famílias garantem que as futuras gerações serão não apenas usuárias, mas também criadoras e pensadoras das novas tecnologias.

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