A Refinaria de Manaus, inaugurada em 1957, representou um marco para o desenvolvimento industrial e energético da Amazônia. Idealizada ainda na década de 1950, a unidade surgiu em um momento em que o país buscava fortalecer sua infraestrutura e reduzir a dependência de combustíveis importados.
Fundada pelo empresário Isaac Benayon Sabbá, a refinaria começou a operar oficialmente em 3 de janeiro de 1957, com a presença do então presidente Juscelino Kubitschek. No início, tinha capacidade para 5 mil barris por dia, um avanço extraordinário para a região Norte, que até então dependia quase totalmente do transporte de combustíveis de outras partes do país.
A operação trouxe benefícios imediatos: combustíveis produzidos localmente abasteciam Manaus e o interior do estado, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a economia regional.
O empreendimento também gerou empregos qualificados, arrecadação de impostos e ajudou a preparar o terreno para a consolidação da Zona Franca de Manaus, implantada dez anos depois.
Nos anos seguintes, a refinaria passou por expansões e, em 1974, foi incorporada ao sistema Petrobras, recebendo o nome de Reman.
Em 1996, em homenagem a seu fundador, passou a se chamar Refinaria Isaac Sabbá (UN-Reman).
Já em 2000, com a entrada de uma nova unidade de destilação, sua capacidade saltou para 46 mil barris por dia, cerca de 7,3 milhões de litros de derivados/dia, um aumento de mais de 800% em relação ao início.
Além do aumento de produção, a refinaria se destacou por abrigar a primeira unidade de craqueamento catalítico de petróleo da América Latina, evidenciando o pioneirismo de Isaac Sabbá, conhecido como o “Rei da Amazônia”.
Visionário, ele acreditava que a integração da Amazônia ao desenvolvimento nacional passava por investimentos estratégicos em infraestrutura energética.