quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Brasil bate recorde de golpes digitais enquanto roubo de celular apresenta queda

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Brasil bate recorde de golpes digitais em 2024
Golpes virtuais se multiplicam no Brasil e atingem principalmente jovens e idosos

O Brasil registrou em 2024 uma queda nos índices de roubo e furto de celulares, mas bateu recorde em outra frente preocupante: os golpes digitais.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram mais de 2,16 milhões de estelionatos registrados no país no último ano — uma média de 247 golpes por hora. Trata-se do maior número já registrado na série histórica do levantamento.

Em contrapartida, os casos de roubo de celulares caíram para 374,7 mil e os de furto chegaram a 476,1 mil, a menor marca desde 2018 quando somados. Os dados foram divulgados no último dia 24 de julho pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, responsável pelo estudo.

Segundo o Fórum, a queda pode estar relacionada a uma mudança na lógica da criminalidade, que agora aposta mais em fraudes digitais do que em crimes físicos e violentos.

O modelo de “governança do crime” tem se sofisticado e ultrapassa fronteiras geográficas, tornando a atuação das quadrilhas ainda mais difícil de ser combatida.

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Golpes digitais superam crimes físicos e causam prejuízos bilionários

Entre julho de 2023 e junho de 2024, os prejuízos com golpes digitais e crimes contra o patrimônio somaram R$ 186 bilhões, segundo estimativa do Datafolha encomendada pelo Fórum em parceria com a Folha de S.Paulo.

O valor leva em conta tanto o dinheiro obtido pelos criminosos quanto os custos assumidos pelas vítimas, como a substituição de aparelhos roubados.

A maior vantagem para os criminosos ainda está no acesso a dados bancários e informações sensíveis, permitindo movimentações financeiras fraudulentas.

Quadrilhas especializadas atuam no desbloqueio de celulares e contas, enquanto outras focam na revenda dos aparelhos e peças.

Outro dado revelador mostra que parte dos celulares subtraídos no Brasil é enviada para o Senegal, apontado como principal destino no exterior no caso de São Paulo. A região central da capital paulista, como a rua Guaianases, concentra parte das atividades de receptação.

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