sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Estrutura do garimpo na TI Yanomami é desmontada em ofensiva com apoio das Forças Armadas

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Agentes da Força Nacional em ação (Foto: Bruno Mancinelle / Casa de Governo)

A Operação Asfixia, coordenada pela Casa de Governo da Presidência da República, avançou sobre as rotas de abastecimento e centros logísticos do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima. A ofensiva resultou na destruição de mais de 100 estruturas ilegais, inutilização de pistas clandestinas, interceptações aéreas e bloqueios em rios e estradas vicinais estratégicas.

A base das ações foi montada na antiga pista do garimpo do Rangel, ponto de partida para ofensivas aéreas, fluviais e terrestres. Na região, foram destruídos 14 acampamentos, 67 barracos, 12 cozinhas, 6 geradores, dois quadriciclos, 12 motores, 1.280 metros de fiação, entre outros equipamentos e suprimentos. Ao todo, cerca de 4 mil litros de combustível foram retirados de circulação, além da apreensão de ouro, mercúrio, cianeto e uma arma de fogo.

Duas pistas estratégicas de pouso – Mukuin e Noronha – foram inutilizadas. O Comando Conjunto Catrimani II também bloqueou o rio Couto Magalhães, importante via de abastecimento fluvial do garimpo. Ao todo, 80 alvos foram fiscalizados com base em informações do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), sendo 48 planejados e 32 identificados em campo.

Interceptações aéreas e ofensiva internacional

Durante o mesmo período, a Força Aérea Brasileira (FAB), no âmbito da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA 41), interceptou uma aeronave sem plano de voo que sobrevoava a TIY. O piloto, que tentou pouso forçado em área de mata, transportava cassiterita extraída ilegalmente. Esta foi a segunda aeronave neutralizada desde o início da Operação Asfixia.

Em ação paralela, forças armadas da Venezuela destruíram sete aviões, um helicóptero e sete mil litros de combustível em pista clandestina no garimpo Taboca, próximo à fronteira com o Brasil, reforçando o cerco à logística transfronteiriça do garimpo.

Inspeções e bloqueios fora da terra indígena

Fora da TIY, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) inspecionou 33 aeronaves nas vilas de Samaúma e Campos Novos. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) atuaram na fiscalização da Vicinal 06 e na manutenção de barreiras fixas na Vicinal 02, interceptando veículos com transporte irregular de combustíveis e alimentos destinados ao garimpo.

Em Boa Vista, uma operação do Ibama e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 3.080 litros de combustível estocados ilegalmente no bairro Pedra Pintada.

Segundo o diretor da Casa de Governo, Nilton Tubino, os resultados confirmam a eficácia da atuação permanente no território. “A Operação Asfixia cumpriu seu papel ao desmontar a estrutura logística do garimpo. Mas a nossa missão continua: manter a pressão, impedir o retorno dos invasores e garantir a preservação do território Yanomami.”

As ações devem continuar em novas fases, com reforço no monitoramento por tecnologia, repressão financeira às redes criminosas e presença contínua em áreas vulneráveis à reocupação ilegal.

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