“Tudo é pra ontem”. A afirmação é do médico urologista Anoar Samad, novo titular da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e foi dita durante entrevista ao RealTime1, nesta quarta-feira (21). De acordo com o especialista, um dos objetivos de sua gestão é reduzir as filas de espera por exames e cirurgias na rede pública de saúde do Amazonas. Além disso, ele falou sobre a estrutura da Saúde no Hospital Nilton Lins, gerido pelo Governo do Amazonas no tratamento de vítimas da Covid-19.
“Muitos me perguntam o motivo de eu ter aceito administrar a Secretaria de Saúde, e eu respondo que minha vinda pra cá tem muito a ver com a questão das filas. Já começamos muitos movimentos administrativos, em que estivemos reunidos, então, por exemplo, praticamente já está resolvida a questão das filas de urologia”, garantiu o novo titular da SES-AM.
Ainda de acordo com Anoar, já há licitações em andamento que serão divulgadas em breve para dar início à redução das filas. Ainda de acordo com o médico, há ainda o planejamento para beneficiar outras áreas da medicina. “Temos também filas de ortopedia em negociações, e tudo é pra ontem. Vamos adiantar, avançar, porque não é possível ter milhares de pessoas esperando por exames e cirurgias. Tudo isso é muito difícil e nós vamos pra frente. Daremos uma dedicação total a essa questão das filas”, prometeu.
Na ocasião, o especialista em urologia falou, também, sobre a situação do Hospital Nilton Lins e explicou que todos os servidores da unidade serão remanejados para outras unidades de saúde na capital.
“O atendimento no Nilton Lins segue até o dia 31 estará atendendo, e isso se deve à taxa de internação que estava muito baixa. Foi feita uma requisição administrativa e nós avaliamos esse quadro de ocupação. Nós estamos interrompendo essa requisição administrativa com a Nilton Lins, mas vamos continuar com todo o RH. Então, todos os profissionais que estão lá nós vamos manter e distribuir em toda a nossa rede de assistência à Saúde”, reforçou Anoar.
Anoar explica que a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) autorizou por mais três meses o decreto de calamidade pública no Amazonas. E, com base no decreto, será possível manter esses contratos de pessoal por mais três meses.
Ele reforça que todo o aparato tecnológico vai ser catalogado, calibrado e preparado para uso imediato quando necessário por parte do Governo do Estado.
“Nós estamos interrompendo a internação lá [no Nilton Lins]. Nós só podíamos usar os leitos para Covid-19, então tínhamos uma estrutura muito grande para um número baixo de internação. O grande problema é o apoio tecnológico e montar o RH, isso nós vamos manter”, conclui o médico.
Texto: Isac Sharlon