O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta quarta-feira (11), o terceiro caderno temático da série “Criando Sinergias entre a Agenda 2030 e o G20“, com foco nos indicadores de saúde relacionados ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3.
A série tem como objetivo fornecer uma análise detalhada do progresso dos países para atingir os ODS, abordando aspectos como mortalidade infantil, mortalidade neonatal, cobertura vacinal e saúde mental.
A série de cadernos já incluiu temas como Desigualdades e Meio Ambiente, e a nova edição traz, como novidade, gráficos e mapas detalhados sobre saúde, com o Brasil no centro do mapa, mostrando sua posição em relação aos países do G20.
O caderno também foca nas disparidades regionais dentro do Brasil, oferecendo uma visão detalhada dos desafios enfrentados pelas diferentes unidades da federação, com destaque para o Amazonas.
Mortalidade por suicídio e cobertura vacinal no Amazonas
O Amazonas apresenta resultados significativos quando se comparam as taxas de mortalidade por suicídio e as taxas de cobertura vacinal.
Esses indicadores são fundamentais para a análise da saúde pública no estado, que, assim como outras regiões do Brasil, enfrenta desafios específicos em sua rede de saúde.
Em 2022, a taxa de mortalidade por suicídio no Amazonas foi de 7,6 óbitos por 100.000 habitantes, inferior à média nacional de 8,2.
Porém, o estado continua com uma taxa alta quando comparado a outros estados brasileiros. Entre as unidades da federação, o Rio Grande do Sul apresentou a maior taxa de suicídios, com 14,5 óbitos por 100.000 habitantes, enquanto o Rio de Janeiro registrou a menor taxa, com 4,9.
O Amazonas, portanto, tem uma taxa de suicídio mais baixa que estados do Sul, mas ainda enfrenta um cenário de saúde mental que exige atenção e políticas públicas mais eficazes para a prevenção do suicídio e apoio à saúde mental.

Outro indicador baixo do Amazonas é a taxa de cobertura vacinal para a tríplice viral, que em 2023 foi de apenas 50,6%, significativamente abaixo da média nacional de 65,8%.
Essa taxa coloca o Amazonas entre os estados com menor cobertura vacinal, refletindo a grande dificuldade em garantir o acesso da população às vacinas, especialmente nas regiões mais distantes e de difícil acesso.
O Amazonas tem enfrentado uma queda substancial na cobertura vacinal desde 2015, uma tendência também observada em outras regiões da Região Norte, com uma redução de 29,2% na cobertura da tríplice viral.
Em comparação, estados do Sudeste e Sul do Brasil apresentam taxas bem mais altas, como São Paulo (76,4%) e Espírito Santo (76,6%).

Desempenho do Brasil
O caderno do IBGE também coloca o Brasil em uma posição relevante ao analisar a saúde em relação aos países do G20. Em 2022, o Brasil registrou uma taxa de 15,5 óbitos por 1.000 nascidos vivos na mortalidade infantil, o que coloca o país com a quarta maior taxa entre os países do G20.
O Brasil ainda enfrenta dificuldades em indicadores como a cobertura vacinal, com a pior taxa de cobertura contra sarampo (58%) entre os países do G20. Além disso, o Brasil teve a segunda maior taxa de mortalidade neonatal entre os países do G20, atrás apenas da Índia.
Em comparação com outros países da América Latina, como México (12,8‰) e Argentina (9,4‰), o Brasil ainda enfrenta desafios significativos na saúde infantil e neonatal. A melhoria desses indicadores é crucial para o cumprimento das metas do ODS 3.
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