A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) mantém três unidades do Centro Integrado de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa (Cipdi) em Manaus, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Os espaços integram a campanha Junho Violeta e prestam assistência jurídica, psicossocial e acolhimento para idosos vítimas de diferentes formas de violência.
As unidades estão localizadas nas zonas centro-sul, leste e norte da capital. A sede na zona centro-sul funciona ao lado da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Idoso (DECCI), na Rua do Comércio. As demais ficam nos PACs dos shoppings São José e Via Norte. Nos centros, os idosos e seus acompanhantes podem denunciar crimes, esclarecer dúvidas legais e receber orientações sobre os direitos previstos no Estatuto da Pessoa Idosa.
Segundo o advogado Normando Pinheiro, dezenas de idosos buscam atendimento diariamente. A escuta qualificada é o primeiro passo do atendimento, que envolve uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais, psicólogos e advogados. Ele destaca que a maioria dos atendimentos envolve violência física, psicológica, patrimonial e golpes financeiros, especialmente empréstimos feitos sem autorização.
De janeiro a maio de 2025, foram registrados 4.060 crimes contra idosos em Manaus. Desses, 56% tiveram como vítimas mulheres pardas, com idade entre 60 e 69 anos. Entre elas, 29% são solteiras e 30,9% têm ensino fundamental completo. As zonas com mais denúncias são leste, norte e sul da cidade.
As ocorrências mais comuns foram negligência (560 casos), vulnerabilidade e risco social (453), violência psicológica (374), violência financeira (294) e intimidação (255). Segundo Pinheiro, grande parte das agressões acontece dentro da própria família. Os atendimentos nos Cipdis podem resultar em encaminhamentos para a Defensoria Pública ou à Delegacia Especializada.
Casos de violência também podem ser denunciados pelos canais Disque 100, 180 e 190, com atendimento 24 horas.
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