Desde 2021, a Amazônia Legal conta com uma rede de onze radares meteorológicos, que possibilitam prever tempestades severas com até duas horas de antecedência, permitindo que órgãos competentes enviem alertas à população.
A iniciativa visa melhorar a resposta a eventos climáticos extremos, como alagamentos e tempestades intensas, e foi um avanço na comunicação e segurança da região.
Esses radares são parte de um sistema integrado que faz parte da plataforma SipamHidro, desenvolvida para monitorar as condições hidrometeorológicas da região amazônica.
A plataforma integra dados de vários órgãos parceiros, como a Agência Nacional de Águas (ANA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a National Oceanic Atmospheric Administration (NOAA) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
A SipamHidro coleta informações em tempo quase real sobre os níveis dos rios, precipitação diária por bacia hidrográfica, condições de vazão dos reservatórios das usinas hidrelétricas e os efeitos das inundações sobre as áreas urbanas.
Essas ferramentas ajudam os órgãos públicos a mitigar os impactos de desastres naturais e apoiar a Defesa Civil no planejamento de respostas rápidas e eficazes.
Além disso, a plataforma permite que os analistas do Censipam (Centro de Serviços de Proteção e Monitoramento da Amazônia) elaborem e disponibilizem boletins técnicos hidrometeorológicos, que contêm diagnósticos e prognósticos sobre as condições meteorológicas e hidrológicas na Amazônia.
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