quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Reposição de vitaminas e hormônios: saiba quando iniciar para manter a saúde urológica

COMPARTILHE
reposição hormônios e vitaminas

A reposição de hormônios e vitaminas tem se tornado um assunto cada vez mais importante, especialmente na urologia, onde o equilíbrio hormonal impacta diretamente a saúde e a qualidade de vida.

Com o passar dos anos, fatores como estresse, alimentação inadequada e sedentarismo podem causar deficiências que afetam desde o metabolismo até a função urinária.

Para especialistas, a reposição adequada desses elementos pode ser uma forma de prevenir doenças e melhorar o bem-estar geral.

Giuseppe Figliuolo, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) no Amazonas, explica que a reposição deve ser feita de forma personalizada, com base em exames laboratoriais e uma avaliação clínica cuidadosa.

Nos homens, a reposição de testosterona, por exemplo, pode ser indicada a partir dos 40 anos, quando os níveis do hormônio começam a cair naturalmente, o que pode causar sintomas como insônia, cansaço, diminuição da massa muscular e até disfunção erétil.

O especialista também destaca que a reposição deve ser feita levando em conta as necessidades individuais de cada paciente, com doses e métodos ajustados conforme o perfil de cada um.

Além disso, é importante ficar atento a sinais como diminuição das ereções matinais, mudanças de humor e cansaço excessivo, que podem indicar a necessidade de acompanhamento médico.

A falta de equilíbrio hormonal também pode resultar em problemas como incontinência urinária e aumento da próstata. Para pessoas com a imunidade baixa, o risco de infecções do trato urinário aumenta, o que torna a reposição ainda mais importante.

Para as mulheres, especialmente após a menopausa, a reposição hormonal é essencial para aliviar sintomas como fadiga e alterações urinárias. Nesses casos, um acompanhamento médico adequado, com profissionais como ginecologistas e endocrinologistas, é fundamental.

“Por isso, é tão importante o check up médico anual, que pode mostrar se o organismo apresenta deficiência de vitaminas e hormônios, além da necessidade de suplementação”, frisou o especialista.

Além dos hormônios, a deficiência de vitaminas como D, B12 e zinco também pode afetar a saúde urológica. A vitamina D, por exemplo, está ligada à saúde óssea e à manutenção dos níveis de testosterona, e estudos mostram que sua reposição pode até ajudar na prevenção do câncer de próstata.

No entanto, Figliuolo alerta que o uso indiscriminado de hormônios e suplementos, sem acompanhamento médico, pode trazer sérios riscos à saúde, como problemas cardíacos e outros efeitos colaterais.

“O uso indiscriminado de hormônios e suplementos sem prescrição pode causar mais danos do que benefícios. Temos observado notícias recorrentes de uso de testosterona e outros medicamentos no meio fit, por exemplo, especialmente por homens. São questões que impõem uma maior reflexão: vale à pena colocar a saúde em risco para um melhor desempenho na academia?”, questiona o médico.

Por isso, é essencial buscar orientação especializada para garantir que a reposição seja feita de forma segura e eficaz, que aliada a hábitos saudáveis, é possível melhorar a saúde urológica e ter uma vida mais equilibrada e com qualidade.

Leia Mais:




COMPARTILHE