O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou nesta quarta-feira (5/2) a criação de um sistema de segurança integrado dentro do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas). A iniciativa envolve os nove estados da Amazônia Legal e será coordenada em parceria com a Polícia Federal (PF).
O objetivo do projeto é intensificar o combate ao crime organizado na região, levando em conta as especificidades locais e os diferentes biomas amazônicos.
Cada estado, em conjunto com a PF, elaborou planos táticos específicos para enfrentar os desafios de segurança.
O planejamento estratégico central já está em vigor e orienta as operações, com foco na repressão ao crime ambiental e na fiscalização de áreas sensíveis, como rios e territórios de preservação.
A iniciativa também atraiu interesse internacional, com apoio da Interpol, Europol e países vizinhos, que demonstraram intenção de colaborar no enfrentamento ao crime na Amazônia.
Além disso, durante a solenidade de anúncio do plano, Lewandowski determinou que a PF investigue a atuação do crime organizado no setor de distribuição de combustíveis. A apuração terá foco na formação de cartéis e na infiltração criminosa no setor.
Segundo o ministro, postos de combustíveis estão sendo usados como fachada para lavagem de dinheiro e outras atividades ilegais.
Estima-se que mais de mil postos estejam sob controle de organizações criminosas, afetando a concorrência, distorcendo preços e prejudicando a economia.
Para fortalecer as investigações, foi criado um subgrupo permanente para troca de informações entre órgãos competentes.
O grupo será composto por diversas agências e contará com apoio do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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